Reportagem da SIC sobre as Tm

Na próxima terça-feira, dia 22 de Abril, no decurso do telejornal das 20H00, a SIC deverá passar uma reportagem do jornalista Lourenço Medeiros sobre “As Comunicações do Exército 40 anos depois de 1974”, em que participa o MGen Arnaut Moreira, na sua qualidade de DCSI (Diretor de Comunicações e Sistemas de Informação).

No seu decurso, entre os vários aspectos abordados, será também mostrado o “ressuscitar de um TR-28”, com uma bateria do PRC-425, a falar em HF com um PRC-525, devendo ainda ser feita uma referência ao Blogue das Transmissões, a propósito do Anexo de Transmissões da OOp do 25 de Abril e seus apêndices, que aqui têm vindo a ser divulgados nestes dias que antecedem a data de 25 de Abril.

Em tempo (atualização):

A reportagem da SIC sobre as Tm, para além de ter sido prestigiante para a Arma, teve uma boa intervenção do MGen Arnaut Moreira (DCSI), um curioso “ressuscitar” do TR-28 (utilizando uma bateria do PRC-425, visto que a de origem já não funciona), aliciante para os milhares de portugueses que com ele trabalharam, deu uma boa imagem das capacidades técnicas actuais da nossa Arma, mas, sobretudo para nós, CHT, foi um enorme sucesso, dado o disparo, não encontro outro termo, que se deu nos acessos ao nosso blogue.
Estat_blogFactos: Registei, imediatamente antes da hora do programa, 106.620 visitas às diferentes página do blogue, desde que foi lançado; mal acabou a reportagem, já havia 106.735; à meia-noite, o contador registava 107.675 visitas, efeito que se prolongou pelo dia seguinte.
Quanto ao numero de visitantes diferentes no dia 22, foram 361, que fizeram um total de 1.193 visitas (1.150 de Portugal).
Infelizmente, continua é a verificar-se uma fraca participação de ex-militares de Tm, sobretudo dos quadros de Man e Expl.

Para os leitores que não tiveram ocasião de ver a reportagem, carreguei-a no youtube, pelo que aqui fica o respetivo link:

http://youtu.be/sbT5n7qCifo

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Material de Transmissões Português

Em 1972, o Director do DGMT, o então TCor Engº de Tm António Avelino Pereira Pinto, elaborou as bases doutrinárias do sistema logístico de transmissões de campanha.

Este foi um documento essencial para a implementação da nova estrutura logística, a qual veio a ser levada a cabo mais tarde em 1976/77, quando o Director da Arma de Transmissões, General Pereira Pinto, na suas “Reflexões sobre a Problemática da Arma de Transmissões”, propôs ao EME a remodelação da Arma de Transmissões.

Com a aprovação desta estrutura, materializou-se o conceito, inovador, que permitiu reunir no Órgão de Apoio Geral, o Depósito de Material de Transmissões (DGMT), as actividades Reabastecimento, Manutenção e Engenharia, e criar Órgãos de Apoio Directo, com capacidade de reabastecimento, manutenção e assistência técnica às unidades.

Em 1978, uma equipa de Oficiais Engenheiros da Arma de Transmissões aproveitando o entusiasmo de uma equipa de engenheiros jovens pertencentes a uma empresa também jovem, a Centrel, lançou-se na aventura de realização em Portugal do desenvolvimento de um E/R de VHF, com base no “know how” nacional.

Começou assim a experiência do fabrico Nacional de material de transmissões, e nasceu o primeiro empreendimento com sucesso que deu origem ao então designado P/PRC-425, que veio a ser largamente distribuído e utilizado pelo nosso Exército. Logo a seguir, concebeu-se e produziu-se a restante família de acessórios e equipamentos associados a este E/R.

Como resultado desta experiência, comprovou-se ser possível criar e desenvolver equipamentos de comunicações em Portugal.

Produziram-se assim equipamentos a partir de especificações definidas pelos técnicos militares de acordo com os requisitos indicados pelos operacionais. Este método de actuação teve continuação, tentando-se sempre que possível tecnicamente, e economicamente viável, adquirir material fabricado pela nossa indústria.

Este processo de aquisição é mais demorado, complexo e tecnicamente mais exigente do que a fácil aquisição de material no estrangeiro, mas em contrapartida, garante uma maior autonomia logística do Exército, contribui para o seu desenvolvimento tecnológico e para o da Indústria Nacional e, em muitos casos, para uma redução significativa do esforço financeiro da Nação com o reequipamento.

Haverá, a todos os níveis, uma formação fácil e mais económica do pessoal que vai lidar com o equipamento, desde o instrutor e utilizador até ao técnico de manutenção, na medida em que se tem um apoio rápido e constante dos engenheiros da fábrica, sem ter que se despender avultadas verbas para custear a vinda de técnicos estrangeiros.

Desta forma conseguiu-se reequipar o Exército com grande parte dos meios de comunicações necessários e sem grandes dependências externas, o que permite mantê-los com maior facilidade, menores custos e com o decorrer do tempo, obtém-se uma melhor relação custo/eficácia do equipamento.

Este modelo fez uso de um maior recurso das novas tecnologias, que levaram conjuntamente com os parceiros da indústria à criação de sistemas de apoio à investigação e desenvolvimento, através de programas integrados na estratégia geral de I&D em Portugal e que incluiramm o financiamento de projectos de interesse para a Defesa Nacional.

Por outro lado, as nações membros da NATO, através do Programa PG-6, tiveram como objectivo prioritário delinear e implementar nos primeiros anos do período pós-2000, um sistema de comunicações interoperativo comum, de acordo com uma estratégia de transição, que implicava novas aquisições de equipamentos mais modernos alguns ainda não especificados na altura. Portugal foi uma das nações que teve uma participação activa neste programa, através de representantes seus, englobando sempre essa representação Oficiais do DGMT.

Pelo Despacho Nº 324/94, o Gen. CEME aprovou as Normas de Procedimento Relativas às Actividades de Investigação e Desenvolvimento do Exército, onde foram definidos os objectivos do programa de actividades no âmbito da I&D do Exército, bem como os procedimentos técnicos, de planeamento, administrativos e financeiros. Neste mesmo Despacho foi criado um núcleo de I&D no DGMT.

Assim, desde o arranque em 1978, no início do desenvolvimento do primeiro equipamento rádio militar (P/PRC-425), não mais se parou, tendo sido assim possível iniciar a modernização dos meios de comunicações tácticos, graças à clarividência de alguns dos Oficiais que perseverantemente lutaram para tornar possível o desenvolvimento de projectos arrojados, através da Indústria Nacional. Daí para cá, já se produziram, para além de outros tipos de material, os vários equipamentos seguidamente enumerados:

(a) E/R P/PRC-425

(b) CABINAS DE COMUNICAÇÕES: T-101 Centro de Telecomunicações; T-102 Central Telefónica; T-103 RATT; T-104 Repartidor; T-105 Terminal de Feixes Hertzianos; T-106 Repetidor de Feixes Hertzianos; T-201 Planeamento e Controlo; T-202 Oficina de Electrónica

(c) P/BLC-101

(d) BR-460 e CR-480

(e) P/VIC-101

(f) P/CB-425

(g) E/R P/VRC-301

(h) E/R P/PRC-501

(i) P/CB-501

(j) P/TTC-101 Tágide

(k) P/IC-425

(l) P/UYC-601 Terminal Táctico de Comunicações

(m) P/BLC-101 A

(n) P/PRC – 525 Rádio de Combate VHF com Salto de Frequência

Texto baseado no Anuário do DGMT de 1997

P/VRC-470

Este E/R é um equipamento rádio de campanha de fabrico nacional destinado a satisfazer as necessidades operacionais de emprego táctico nas ligações de VHF. O equipamento da imagem apresenta-se com a unidade veicular. Foi concebido pela CENTREL em colaboração com a arma de Transmissões

REGISTO

EPT – Nº 0935

NOMENCLATURA : E/R P/PRC-425

EQUIPAMENTO: Nº061 + 034 (Unidade Veicular)

ORIGEM: Portuguesa – CENTREL

ANO: 1981

MESA: 26

P/PRC-425 (2)

Este rádio militar de VHF/FM (P/PRC significa Portugal / Portable Radio Communications) foi concebido e desenvolvido em Portugal por engenheiros militares portugueses de Tm (Rodrigo Leitão, Jorge Costa Dias, José Pinto Castro e outros) e construído pela CENTREL, empresa também portuguesa, então localizada no Lazarim, Monte da Caparica, no início dos anos 80.
Para este rádio foram também desenvolvidos e construídos diversos equipamentos auxiliares, tais como uma unidade de Controlo remoto, dois carregadores de baterias (para 6 e 1), uma montagem veicular (que inclui amplificador de audio, altifalante e conversor DC/DC), etc
Ver os posts iniciais sobre este rádio aqui e aqui.

Principais características:
Transportável a dorso, móvel, fixo, ou como repetidor
Espaçamento de canal de 25 KHz em VHF/FM
Concepção modular
Banda dos 30 aos 80 Mhz
41 a 51 MHz, ou 47 a 57 MHz, ou outro segmento de 10 MHz
Potência de saída de 3 ou 15 W, comutável
Recepção e transmissão de dados até 16 Kbit/s
Antena de chicote de 50 Ohm com 85 cm
Peso de 5 Kg (bateria de 4 Ah com o peso de 1,8 Kg)

P/VIC-101

Sistema de comunicação interna para viaturas blindadas, que permitiu a instalação da família do P/PRC-425 neste tipo de viaturas. O sistema é constituído por um Sistema Central, até quatro Terminais de Controlo e Comunicação (TCC) e respectivas cablagens. Aos TCC ligam-se os capacetes que possuem os micro – auscultadores. O sistema completo contém ainda até três montagens veiculares, com equipamentos – rádio, controlo remoto e telefone.

Desenvolvido e produzido em Portugal pela firma EID

Entrada ao serviço: Abril de 1988

Alimentação: O Sistema Central é alimentado de10 a 30 V DC

P/BR-460 e P/CR-480

Bastidor BR-460

 Controlo Remoto CR-480

2 Montagens Veiculares instaladas em Jeep


O Bastidor BR-460 (Montagem Veicular) e a Unidade de Controlo Remoto CR-480 foram os equipamentos com que se iniciou o desenvolvimento da família do PRC-425.

O bastidor BR-460 adapta a utilização do PRC-425 a viaturas e postos fixos. Permite escuta áudio através de um altifalante instalado no painel frontal, e a operação do emissor – receptor a partir do Controlo Remoto CR-480 ou de um telefone de campanha tipo BL.

Desenvolvido e produzido em Portugal pela firma EID

Alimentação do BR-460:10 a 30 V DC

Entrada ao serviço: Outubro de 1986

E/R P/PRC-425 e P/CB-425


O PRC-425 é um equipamento portátil de VHF, desenvolvido e produzido em Portugal, que pode funcionar num qualquer segmento de 10 MHz, entre os 30 e 80 MHz. A sua estrutura interna é modular e foi desenhada de forma a facilitar a manutenção.

Características Gerais
Frequência de trabalho: 41,025 aos 51,000 MHz
Número de canais: 400
Espaçamento entre canais: 25 kHz
Modo de operação: F3 simplex e half-duplex
Potência de emissão: 3W ou 15W
Alimentação: bateria recarregável de 12,6V (11 – 16V)

Desenvolvido e produzido em Portugal pela firma EID

Entrada ao serviço: Junho de 1982


O P/CB-425, é o carregador rápido das baterias de desenvolvimento e produção nacional para o E/R P/PRC-425.

Entrada ao serviço: Junho de 1990

Alimentação: 12 V DC