A CHT nas Jornadas Técnicas da Arma de Transmissões


A CHT foi convidada pelo Director da Direcção de Comunicações e Sistemas de Informação do Exército, MGen Arnaut Moreira, para efectuar uma apresentação sobre as suas actividades, no início das Jornadas Técnicas da Arma de Transmissões, que decorreram em 19 e 20 de Março. Esteve presente o nosso presidente, General Garcia dos Santos.

ProgramaA apresentação esteve a cargo do MGen Edorindo Ferreira e do Cor José Canavilhas, tendo versado os seguintes temas:

  1. Introdução
  2. Quem somos
  3. O que fizemos
  4. O que estamos a fazer
  5. O que pretendemos

De forma sucinta descreve-se o que foi referido em cada um destes temas:

  1. Na Introdução expressámos os agradecimentos da Comissão ao MGen Arnaut Moreira pelo inédito e honroso convite, na esperança de conseguirmos envolver os quadros da Arma, em especial os mais jovens, no permanente projecto de registar para a posteridade o engenho e a ciência que os homens ligados às Transmissões foram capazes de demonstrar.
  1. No segundo ponto foi lembrada a constituição da CHT, há quase uma dúzia de anos, por iniciativa do Senhor General Amadeu Garcia dos Santos, integrando um grupo de cerca de dezena e meia de Oficiais de Transmissões na Reserva e na Reforma, bem como o Comandante do Regimento de Transmissões, e tendo como coordenador científico o historiador Cor Art Aniceto Afonso. Foi também referido que em 2010 a Comissão passou a integrar o Grupo dos Amigos do Museu, criado em 2002.
  1. Seguidamente foram expostas as principais realizações da Comissão, tendo sido dada ênfase ao seguinte:

– Pesquisa e recolha de elementos históricos (escritos e fotográficos), bem como a obtenção de depoimentos, testemunhos e espólios de Oficiais e Sargentos da Arma;

– Escrita e publicação de 2 livros, respectivamente em 2008 e 2010:

. As Transmissões militares da Guerra Peninsular ao 25 de Abril de 1974;

. Bicentenário do Corpo Telegráfico 1810-2010.

– Colaboração com a Fundação Portuguesa das Comunicações (FPC) na organização, em Lisboa, de uma grande exposição designada por “Telecomunicações militares – inovação e soberania nacional”, tendo sido disponibilizada uma significativa quantidade de material do acervo do Museu das Transmissões (RTm) e também da EPTm.

– Criação do blogue da Comissão, em Novembro de 2011. O Cor Canavilhas, efectuou uma ampla exposição sobre o blogue, tendo focado essencialmente os seus objectivos, de investigação e preservação da nossa história e demonstrado a notoriedade alcançada, inclusive a nível internacional, com muitos milhares de visitantes, de mais de uma centena de países, e centenas de artigos com a mais diversa informação histórica, com evidente impacto no prestígio e divulgação da Arma de Tm, que o blogue serve como não acontece com nenhuma outra Arma. Apesar do apelo à participação das gerações mais novas para a divulgação de trabalhos no blogue e para a participação nas atividades da CHT, não pareceu que a assembleia, onde ainda por cima faltavam alguns dos mais jovens, cuja viatura se atrasara na vinda do Porto, tivesse grande sensibilidade para pegar na mensagem e a fazer seguir…

– Reorganização do Museu das Transmissões, que foi transformado em colecção visitável, com uma estrutura mais simplificada e de melhor compreensão.

– Participação em colóquios, conferências e palestras em sessões solenes civis e militares alusivas às telecomunicações, com destaque para intervenções no Museu Militar, FPC, CM de Torres Vedras e Universidade do Algarve.

– Apoio à Direcção de História e Cultura Militar na instalação do Núcleo das Transmissões no Museu Militar de Elvas.

– Cooperação com a Câmara Municipal de Torres Vedras nas comemorações dos 200 anos das Linhas de Torres e dos 250 anos do nascimento de Francisco Ciera, notável investigador e cientista português, inventor de vários tipos de telégrafos ópticos.

– Construção de modelos à escala de dois dos telégrafos de Ciera, os quais estão temporariamente cedidos ao Museu Militar de Elvas.

  1. Relativamente ao que estamos a fazer, nos últimos meses temos andado a pesquisar informação, no Arquivo Histórico Militar, sobre o sistema de transmissões utilizado pelo Corpo Expedicionário Português na I Guerra Mundial. Alguma dessa informação já foi publicada no blogue e muita outra irá sê-lo, assim como artigos diversos sobre as Transmissões.
  1. E como não temos intenção de parar, foi enfatizado que pretendemos dar continuidade aos nossos trabalhos do seguinte modo:

– A breve prazo, com a pesquisa de informação sobre os sistemas de transmissões das tropas portuguesas em Angola e Moçambique durante a I Guerra Mundial;

– Mantendo o blogue dinâmico, exaustivo e atractivo, com a expectativa de alargar a participação a outras pessoas, em especial a militares do activo.

– Finalmente, para dar continuidade e vitalidade à Comissão, e atendendo à idade dos actuais membros, é mais que evidente a necessidade de gente nova e nova gente. Assim, é indispensável “recrutar“ novos elementos para que a Comissão continue a estudar e a escrever a História das Transmissões, num saudável “grupo de amigos”.

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Um comentário a “A CHT nas Jornadas Técnicas da Arma de Transmissões

  1. A iniciativa do MGen Arnaut Moreira, ao incluir a apresentação da CHT nas jornadas Técnicas da Arma tem, para mim, o mérito indiscutível de chamar a atenção ao pessoal da Arma de Transmissões para a obra da CHT e naturalmente para o problema da sua continuidade.
    Parece importante recordar que a obra ímpar da CHT em termos de preservação do património documental, histórico e museológico é a continuação da obra notável do coronel Bastos Moreira, iniciada em meados do século passado.
    Embora seja preocupante o desconhecimento que os quadros da Arma no ativo têm revelado pela obra da CHT e que se traduz numa completa ausência de participação no Blogue, não julgo que, a curto prazo, pelo empenhamento e gosto que o pessoal da Comissão continua a revelar, a Comissão esteja em risco de se extinguir.
    No entanto, a médio prazo, o perigo é real, se continuar este indiferentismo do pessoal do ativo da Arma, e a prevalecer a ideia de que “este problema é só para velhinhos” ou que a preservação do património cultural da Arma, não tem nada a ver com cada um de nós.
    Os meus votos são para que o exemplo dado pelo MGen Arnaut Moreira tenha eco no pessoal do ativo da Arma pois a médio prazo a continuidade de uma obra que vem de há mais de meio século pode ser irremediávelmente comprometida.

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