Cor António Pena – uma notável história de vida (2)


Cap 3. Momentos especiais decorridos ao longo da carreira militar

a.         Porquê o ingresso na EPI e mobilização para a Índia (1954)

Na véspera da apresentação nas unidades que lhes tinham sido indicadas desloquei-me, acompanhado pelo meu pai, para deixar a mala e a farda, à unidade de Artilharia situada em Cascais onde o pai tinha prestado serviço. Ao dar a conhecer o filho (que no dia seguinte se ia apresentar com guia de marcha passada nos Pupilos) aos camaradas (era 1ºSarg), foi surpreendido quando o comandante, lastimando, informou que dias antes, a pedido de outro pilão, o primeiro classificado do curso, tinha feito a sua requisição para a vaga existente. Calcula-se o espanto de pai e filho. Afinal sem nada saber antes, fui colocado na Escola Prática de Infantaria (Mafra) com a indicação do capitão Eng Rios de Sousa (professor) ao entregar a guia de marcha de que era a unidade mais complicada. Naqueles três meses (junho, julho e agosto de 1954) os sargentos receberam mal o jovem camarada de 18 anos, mas logo em 8 de setembro, como 2ºSarg de Eng (radiomontador), integrando o Batalhão de Caçadores Vasco de Gama, que se formou com base nos quadros da Escola (oficiais e sargentos, normalmente colocados por escolha), parti para a Índia Portuguesa. Tudo bem, gostei da missão desempenhada considerando que foi bom ter acontecido em Cascais uma invulgar turbulência.

Chegada à Índia no navio Serpa Pinto (Mormugão, Setembro de 1954)

Chegada à Índia no navio Serpa Pinto (Mormugão, Setembro de 1954)

b.         Problemas no concurso para 1ºSarg (1957)

Ainda hoje não percebo porque não me permitiram que tivesse concorrido em Goa (Índia Portuguesa), como aconteceu com o camarada de curso mais moderno, fiz exposições, mas sem resultado. Na EPC, onde fui colocado após o regresso, preparei nova exposição, apoiada pelo comando da Escola, que teve seguimento estranho para a época, com a minha chamada para a explicar junto do chefe da repartição respetiva do ministério (recorda-se que era um duro coronel da Cavalaria) que escutou, perguntou e disse: tem razão, vai seguir um rádio imediato para a Escola Militar de Eletromecânica e para a EPC. Passados poucos dias estava a concorrer (prova escrita, prática e oral). Na pauta (manuscrita) da prova prática a indicação da nota era confusa, parecendo-me 17, que achava merecida, mas podia ser 10,7. Ao pedir para ser esclarecido confirmaram ser 10,7. De imediato fiz reclamação escrita. Uma vez que ainda faltava a prova oral, naquela altura foi considerado ato de grande atrevimento. A prova oral realizou-se com larga assistência e júri integrando um oficial da Força Aérea, que há poucos anos confessou ter havido do comando uma certa pressão para entalar o concorrente. A rebeldia resultou, boa classificação e nota final suficiente para não perder o lugar relativo que julgava merecer.

c.         Curso/promoção a SargAjd; frequência da ECS;

             colocações na EPC (chefe da classe de sargentos;

             transferência para o CTA, por escolha);

             CTA (oficial de alimentação;

             transferência para a EMElm por escolha);

             EMElm, promoção a alferes.

Nada de especial na frequência do curso para SargAjd tendo sido o primeiro, o que permitiu a promoção no dia seguinte ao fim do curso por existir uma vaga [04 de setembro de 1960 (sábado – dia do meu casamento realizado em Santarém)].

Naquela altura a promoção a sargento-ajudante só ocorria nas armas (Inf, Art, Cav e Eng) e nos serviços (AdmMil e Saúde), após o curso para oficial (dois anos) realizado na Escola Central de Sargentos (Águeda) ingressando todos aqueles sargentos no Serviço Geral com a promoção a alferes. Para o Serviço de Material, os normativos exigiam que se tivesse o posto de SargAjd para ingressar na ECS. Após o curso (1960/1962), que decorreu por forma excelente tendo sido o primeiro classificado, voltei à EPC, desempenhando funções de subalterno (determinação na altura para todos os sargentos-ajudantes aprovados no curso da ECS, enquanto aguardavam vaga para alferes), mas estando alojado na messe de sargentos. Na mesma altura, também saído da ECS, foi colocado na EPC um SargAjd oriundo da Arma de Cavalaria, havendo que decidir quem era o chefe da classe, nessa altura tarefa importante nas unidades de Cavalaria. A minha antiguidade era de 1960, mas pertencia ao SM. O assunto resolveu-se com parecer do comando da Região Militar, havendo opção pelo mais antigo. Assumi a tarefa havendo no seu cumprimento dificuldades e sucessos.

Entretanto, numa altura em que era oficial de alimentação da EPC, instrutor de Transmissões nos COM e CSM e coordenador de toda a manutenção elétrica e eletrónica da Escola, surge a nomeação por escolha para desempenhar funções de subalterno no Campo de Tiro de Alcochete (CTA). O comandante da Escola reagiu de imediato com deslocação ao ministério para evitar a transferência, mas ao regressar disse que tinha de cumprir a ordem tendo-lhe sido explicado em Lisboa que era o único oficial em condições de substituir o tenente Carvalho, também do Serviço de Material (pai do tenente-coronel TecnManTm Viegas de Carvalho), devido a ambos terem sido primeiros classificados nos cursos, para SargAjd (EMElm/Paço de Arcos) e oficial (ECS/Águeda), pelo que no dia seguinte seria passada guia de marcha.

No CTA foi-me destinado alojamento nas instalações dos oficiais e a função desempenhada exigia imenso cuidado com tarefas nas Transmissões (rádio e telefones) e Cronógrafos, sem hipótese de falhas quando se verificavam as munições para as Forças Armadas alemãs, ao mesmo tempo com escalas de serviço (oficial de dia) e oficial de alimentação, esta mensal. Quando tudo corria bem no serviço havendo elevada confiança no meu trabalho e um certo entusiasmo da minha parte na execução do diversificado conjunto de tarefas, surge segunda nomeação por escolha. Esta para a EMElm (Paço de Arcos) devido à mobilização para o Ultramar de oficiais do ramo eléctrico, radioelétrico e eletrónico do SM. Ao comandante, coronel engenheiro do SM oriundo de Artilharia (Rubim) e ao 2ºcomandante, tenente-coronel de Artilharia, que trajava uniforme da Força Aérea por a ela estar adido (D. António Braamcamp Sobral), aquela transferência, ordenada após um ano de colocação no CTA, na sequência dum processo de escolha complexo, parecia-lhes lapso, achando que não se podia cumprir. O comandante, depois de algumas deslocações pessoais ao ministério, não conseguiu evitar a saída, passou-lhe guia de marcha, mas fechou o Campo de Tiro ficando suspensa toda a atividade, nomeadamente os regulares ensaios com a participação das delegações estrangeiras o que provocou um processo de averiguações conduzido por oficiais-generais.

Depois de duas transferências por escolha como sargento-ajudante a desempenhar funções de subalterno fui, finalmente, promovido a alferes em 1964, já sendo capitães os últimos do meu curso do ramo automóvel.

d.         Angola 1966/68 (assumir a totalidade da manutenção, Transmissões de Campanha e Transmissões Permanentes);

             Futsal – torneio CUCA.

A mobilização, como tenente, para a Companhia de Reabastecimento e Manutenção de Material de Transmissões do BTm361 de Angola (todos os oficiais da companhia eram do ramo elétrico, radioelétrico e eletrónico do SM) decorreu normalmente. A CRMMTm tinha a seu cargo a Logística do material de campanha, sendo comandada por um capitão, havendo a Delegação do STM, que tinha a seu cargo a Logística das Transmissões Permanentes, chefiada pelo capitão Eng Almeida Viana.

Apresentando novos equipamentos (Marconi H-4000, Racal RT-422 e VHF CSF/FH-911) aos Ministro da Defesa Nacional; general CEME; general da Força Aérea Almeida Viana, Comandante-Chefe da RMA e outros oficiais, nomeadamente capitão Almeida Viana, Chefe do Destacamento do STM da RMA

Apresentando novos equipamentos (Marconi H-4000, Racal RT-422 e VHF CSF/FH-911) aos Ministro da Defesa Nacional; general CEME; general da Força Aérea Almeida Viana, Comandante-Chefe da RMA e outros oficiais, nomeadamente capitão Almeida Viana, Chefe do Destacamento do STM da RMA

No dia da apresentação (farda branca) o comandante do batalhão, tenente-coronel Eng Mário Leitão, determinou que o tenente Pena assumisse a responsabilidade pela Manutenção de todo o material de transmissões da província (Região Militar de Angola – RMA), ou seja, das Transmissões de Campanha e das Transmissões Permanentes. A missão foi cumprida com manifesto agrado dos principais responsáveis (Cmdt e 2ºCmdt do Batalhão, chefe da Delegação do STM e Cmdt da CRMMTm), compreensão e colaboração dos oficiais engenheiros e técnicos envolvidos, sargentos radiomontadores e eletricistas (quadros permanente e complemento). Este trabalho manteve-se até final da comissão de serviço do TCor/coronel Mário Leitão na RMA.

despedida do TCor Mário Leitão

Despedida do Comandante, coronel Mário Leitão (1967)

Durante a acumulação aconteceram várias peripécias, mas aqui se regista a que ainda hoje (2012) é recordada na comemoração anual do BTm361. Um dia o Cmdt, coronel Mário Leitão, dá-me a ler uma carta da empresa de cervejas CUCA. No documento convidavam-se as unidades militares aquarteladas em Luanda (Marinha, Exército e Força Aérea) a participar num torneio de futebol de cinco (futsal) importante para a empresa. Embora não houvesse equipa organizada, nem ambiente propício à prática desportiva regular devido ao trabalho permanente, em especial das praças e sargentos radiotelegrafistas (diurno e noturno), o coronel Mário Leitão disse-me que o Batalhão ia participar. Admirado por me estar a ser dado aquele conhecimento perguntei se era para preparar um sistema de relatos que chegasse a todas as estações do STM e oficinas avançadas da RMA – nada disso, vamos preparar uma equipa que represente as Transmissões ao mais alto nível, ficando o tenente Pena, desde já, responsável para essa tarefa. No dia seguinte, logo a seguir ao toque de sentido a anunciar a disponibilidade do comandante (na altura com quarto no aquartelamento), procurei demonstrar que os afazeres (responsável por toda a Manutenção) e total ausência de prática desportiva, aconselhavam a nomeação de outro oficial ou sargento, tendo indicado alguns dos que nos intervalos jogavam futebol nos espaços livres, mas o comandante confirmou a nomeação. Assumi-a e de imediato escolhi um sargento (honra e glória ao Oliveira) que foi da maior importância ao sucesso final. Ainda hoje, nos almoços anuais do BTm361, se conversa sobre aquela operação de excelência: primeiro lugar no campeonato; primeiro lugar na disciplina (fair play) e primeiro lugar na participação da assistência (postura, quantidade e frequência).
3O coronel Mário Leitão, comandante, assistiu fardado (nº1 e bastão) acompanhado do cão, a todos os jogos, havendo larga participação de oficiais e sargentos com familiares a quem antes de cada jogo se fazia aviso individual, por escrito, sobre o encontro daquela noite. Em relação às praças havia o cuidado de conseguir viaturas para transportar as que desejassem assistir aos jogos. A seguir à entrega das taças, a equipa, num jeepão aberto, passou pela avenida onde morava, pararam e aclamaram o seu tenente, que teve de aparecer à varanda [comigo em Luanda estavam a mulher (professora de ensino secundário contratada pelo Ministério do Ultramar) com direito a transporte para os pais, os três filhos e empregada doméstica].
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e.         EMElm, requerimento para sair do Exército (TAP)

Após regressar de Angola voltei a Paço de Arcos, sendo de realçar a vontade de deixar o Exército em 1970 quando completei os oito anos de oficial exigidos pelo EOE. Antes de enviar o requerimento procurei trabalho nos TAP onde me foi prometido ingresso na área de engenharia como controlador/instrutor, com equivalência a engenheiro técnico de electrotecnia, por ser tenente do ramo elétrico, radioelétrico e eletrónico do SM, com boas classificações e informações (louvores). O requerimento seguiu com nítida oposição do comandante da EMElm. Decorridos poucos dias fui chamado ao ministério onde me explicaram que o requerimento ia ser indeferido devido à Guerra do Ultramar, à minha especialidade e a informações sobre a exigência do serviço que prestava na Escola. Mais tarde surgiu a mobilização para a Guiné-Bissau, promoção a capitão na sequência da criação da Arma de Transmissões onde ingressei automaticamente. Nunca mais pensei em deixar o Exército, não estando arrependido da decisão.

Na EMElm (alferes – 1964) apresentando os trabalhos desenvolvidos na Instrução de Equipamentos de Transmissões a altas entidades, Ministros, Secretários de Estado e Generais do Exército e da Força Aérea.

Na EMElm (alferes – 1964) apresentando os trabalhos desenvolvidos na Instrução de Equipamentos de Transmissões a  Ministros, Secretários de Estado e Generais do Exército e da Força Aérea.

f.         Guiné-Bissau 1968, 1969, 1970, 1971 e 1972. Missões especiais, mobilização, serviço desempenhado (passagem de pelotão a companhia)

Em finais de 1968 o tenente-general António Spínola, numa vinda a Lisboa, exigiu ao Chefe do Estado-Maior do Exército que o Diretor da Arma de Transmissões (a Arma foi criada em janeiro de 1971, mas já existia DAT) fizesse de imediato uma visita de inspeção ao Comando Territorial Independente da Guiné onde as Transmissões estavam a correr mal. Como havia boa impressão do funcionamento das Transmissões Permanentes o Diretor da Arma foi aconselhado a fazer-se acompanhar por um oficial técnico de manutenção com experiência na operação (exploração) e manutenção do material de campanha. A escolha recaiu no tenente Pena que prestava serviço na EMElm e tinha regressado em agosto de Angola, havendo surpresa pessoal e no ambiente de recursos humanos da DAT uma vez que o Diretor da Arma, normalmente, era acompanhado nas suas deslocações ao Ultramar por um major engenheiro.

Na sequência da proposta do relatório da visita que mencionava; “(,,,) uma equipa, com a colaboração de elementos do Cmd das Tm do CTIG devia percorrer todas as unidades, verificando o estado dos equipamentos e das instalações de Tm, realizando ou preconizando trabalhos de reparação e beneficiação das mesmas e demais medidas atinentes a um cabal funcionamento das mesmas e, bem assim, verificar, orientar e preconizar as medidas necessárias para que a operação dos equipamentos e a exploração dos sistemas se processe de acordo com os Regulamentos e NEPs existentes.”; uma equipa composta pelos 2ºSarg radiotelegrafista Veloso Júnior, 2ºSarg radiomontador Simão Antunes e pelo tenente Pena, deslocou-se ao CTIG tendo permanecido de 09 de abril a 23 de maio de 1969. O trabalho realizado em todas as unidades visitadas constou de instrução ao pessoal de Tm corrigindo pontos fracos observados na passagem prévia pelos locais afetos às Tm. No âmbito da grafia e procedimento radiotelegráfico o trabalho do 2ºSarg Veloso Júnior foi meritório tendo havido profunda alteração em relação ao que se praticava.       Outro âmbito relevante de atuação da equipa refere-se ao material onde se provocou, de imediato, melhoria na operação dos equipamentos de rádio e na instalação de antenas. Neste comentário de pouco espaço apenas se refere o principal sendo de lembrar os equipamentos utilizados na altura: AN/GRC-9; DHS-1; CHP-1; AN/PRC-10; THC-736 e AVP-1 (THC-766). Esta missão foi executada em péssimas condições devido à influência nefasta do Comandante das Transmissões, major Eng Pires Afonso, que tudo fez para evitar o sucesso da equipa. Em finais de maio, decorrido mais de um mês de trabalho, quando estava só no gabinete, ao receber ordem para deslocação a Bigene, onde a equipa já tinha melhorado o que havia para melhorar, respondi, ao mesmo tempo que despejava a mesa de trabalho, que voltava a Bigene no Dornier já pedido, mas que ia providenciar superiormente para regressar a Bissau por forma a que a equipa, toda, sargentos e oficial, partisse para Lisboa no primeiro avião da TAP a sair de Bissau. Assim aconteceu, só agora se divulga que telefonei à minha irmã Maria Emília (trabalhava na EDP) pedindo para que entrasse em contacto com o Diretor da Arma, brigadeiro Câncio Martins, que, sentindo exagerado mal-estar na equipa, resolveu a turbulência havendo o regresso dos três no primeiro avião. Curiosamente realizou-se um jantar de despedida, organizado pelas Transmissões, num restaurante de Bissau, tendo comparecido para além dos capitães e subalternos, o comandante. O jantar decorreu em ambiente amigo, tendo o comandante na sua intervenção valorizado o trabalho da equipa.

Nas comissões de serviço em Angola (1966/1968) e Guiné-Bissau (1970/1972), tinha bancada reservada na Oficina de Rádio para colaborar na reparação dos equipamentos onde houvesse mais dificuldade

Nas comissões de serviço em Angola (1966/1968) e Guiné-Bissau (1970/1972), tinha bancada reservada na Oficina de Rádio para colaborar na reparação dos equipamentos onde houvesse mais dificuldade

Como se disse antes, voltei à Guiné-Bissau na sequência da terceira mobilização para o Ultramar. A comissão foi cumprida de 15 de maio de 1970 a 17 de junho de 1972, como comandante do PelReabManMatTm, unidade independente que passou a companhia em março de 1972, nos postos de tenente do SM e capitão TecnManTm da Arma de Transmissões. O material exigia constantes cuidados, mas o mais importante ficou a dever-se ao esforço prioritário na exploração, evitando desculpas sobre deficiências do material, considerando-se a interligação entre exploração e manutenção assumida pelo comandante do órgão de “reabastecimento e manutenção”, verdadeira chave do sucesso obtido a curto prazo. A metodologia praticada associou-se à preparação e difusão, nos primeiros meses da comissão, de pormenorizada e pedagógica NEP, sobre o Sistema das Transmissões de Campanha. O reabastecimento e manutenção do material de Transmissões de Campanha e a exploração correta dos equipamentos eram indispensáveis ao funcionamento das Transmissões, meio vital ao desenrolar da atividade operacional e ao bem-estar das tropas combatentes. A preocupação em manter o sistema do CTIG em perfeito funcionamento era generalizada aos oficiais, sargentos e praças do pelotão/companhia, havendo dinâmica e inovação na aprendizagem e nas práticas laborais, esforço permanente e motivação para tudo se fazer bem e a tempo.

Em termos especiais destaca-se o impulso dado ao procedimento radiotelegráfico e a preocupação com a ligação ar/terra. Para se usar a grafia na ligação terra/terra (estações fixas em HF) podendo neste tipo de comunicação utilizar-se o AN/GRC-9 em baixa potência e melhorar a ligação uma vez que em fonia, devido ao forte ruído atmosférico existente naquela zona, as comunicações durante a noite eram difíceis. Para além dos radiotelegrafistas das unidades utilizadoras se empenharem, realizava-se ótima colaboração com as centrais do STM existentes nas localidades principais assumindo os seus chefes a instrução de morse, não só dos radiotelegrafistas como dos oficiais e sargentos de Transmissões das Armas, tendo como objetivo a sua motivação para a divulgação do uso da grafia nas redes de companhia. No respeitante à ligação ar/terra, o esforço de esclarecimento junto dos operadores e utilizadores dos E/R do Exército, AN/PRC-10, THC-736 e AVP-1 (THC-766) continuava, mas havia queixas dos pilotos quando sobrevoavam certas localidades. As ligações através do AVP-1 eram em geral piores comparadas com AN/PRC-10 e THC-736 o que nos alertou para a hipótese de se poder melhorar atuando no E/R das aeronaves que era o AN/ARC-44. Atendendo ao excelente relacionamento com os oficiais e sargentos técnicos de rádio da Força Aérea, formados na EMElm (Paço de Arcos) foi fácil estudar o ARC-44 [280 canais separados de 100 KHz; banda de frequência 24,00 a 51,90 MHz; desvio de frequência 20 KHz (nominal) e 35 KHz (máximo)] desvio nominal aproximado do AN/PRC-10 e THC-736, mas muito superior aos 10 KHz do AVP-1. Com surpresa verificou-se que facilmente se podia ajustar o desvio para o mínimo, o que se fez nos equipamentos instalados nas aeronaves, tendo havido nítida melhoria nas ligações ar/terra.

Em termos de episódio e comportamento, curiosos, refere-se que à chegada ao aeroporto para iniciar a comissão, maio de 1970, estavam os oficiais que prestavam serviço nas Transmissões que, nos cumprimentos iniciais, perguntaram se achava bem que fosse incluído nos serviços de escala dos oficiais, na altura oficial de dia e acompanhar o comandante (major Eng Silva Ramos) nas deslocações às unidades operacionais (mato), o que não acontecia com o tenente do SM, Cabrita do Rosário, que ia substituir. Naturalmente respondi haver todo o gosto em satisfazer tal convite. Quanto ao oficial de dia nada especial, mas em relação às deslocações ao mato, a escala terminou depois da primeira ida, passando a acompanhar o comandante em todas as deslocações. Na altura compreenderam que para resolver em poucas horas, normalmente ida e regresso a Bissau no mesmo dia em meio aéreo, o tenente/capitão Pena estava em melhores condições técnicas. O Comandante das Transmissões era engenheiro civil, pouco percebia de exploração e manutenção dos equipamentos, instalação de antenas e sistemas elétricos envolventes. Na sequência destas visitas como acompanhante e das realizadas pessoalmente para resolver problemas mais complexos ficou a conhecer todo o CTIG, não tendo ficado qualquer sede de companhia, ou destacamento, sem visita.

Na comissão e duas ações especiais anteriores, muito de inovador se realizou nas Transmissões de Campanha, mas não houve reconhecimento oficial condigno. A medalha de prata de serviços distintos, com palma, proposta ao Comandante-Chefe, tenente-general António Spínola, no posto de tenente (ainda antes do fim da comissão e do complexo processo da passagem do pelotão a companhia), foi rejeitada devido a ausência de envolvimento direto em combate, como foi pessoalmente explicado pelo major-general Comandante do CTIG, mostrando-se incomodado com a decisão superior. O louvor, depois de descaraterizado, seguiu para Lisboa tendo havido a sua assunção e, na sequência, condecoração pelo Ministro do Exército com a medalha de mérito militar de 3ª classe [este episódio em termos pessoais hoje (2013, quando importa possuir lealdade e humildade para vencer) é valorizado (até agradecido) por me ter permitido possuir os três níveis de medalhas de mérito militar que podem ser concedidos aos oficiais, 1ª, 2ª e 3ª classes].

O trabalho desenvolveu-se com sucesso devido a conjugação de esforços de muitos, podendo destacar-se, naquela época de forte empenhamento operacional, os militares com quem tive a honra de trabalhar, como se demonstra no Encontro anual. Curiosamente, o convocado para 2013 incluiu, pela primeira vez, programa de dois dias, 04/05 de maio, realizado no Hotel Vila Park em Vila Nova de Santo André.

g.         Preparação do 25 de Abril

Na EMElm (Paço de Arcos) os capitães engenheiros do Exército e da Força Aérea e os três de Artilharia, que frequentavam um curso, reuniam-se nas instalações da Escola (sala de preditores) tendo sempre participado e dando palpites em posição de igualdade. Depois dos acontecimentos de 05 de março (capitão Vasco Lourenço colocado nos Açores) todos os oficiais técnicos foram desafiados a envolver-se no MFA, mas apenas três do Exército e três da FA corresponderam tendo sido de imediato levantado auto de averiguações individual por determinação do QG/GML. A partir desse dia até 25 de abril, em especial depois do 16 de março (Caldas da Rainha), sofri as maiores ofensas, devido a ter apoiado os jovens oficiais oriundos das academias militares, por parte do 2ºCmdt da Escola. Aquela minha atitude também causou espanto ao comandante, que afirmou ter sido traído por estarem envolvidos os capitães Brites e Pena, sendo este o mais antigo dos seis oficiais técnicos envolvidos, o que lhe desagradou.

Chega o 25 de Abril e nada sabendo de concreto sobre a ação, o mesmo sucedendo na Escola, parece ter havido esquecimento por parte do capitão engenheiro do MFA encarregado de avisar. Ao longo do dia a EMElm aderiu ao nível do comandante e totalidade do pessoal, mas por arrastamento, não havendo ação que se possa considerar forçada por parte dos capitães do Movimento.

h.         Turbulências de 25 de abril de 1974 a 25 de novembro de 1975.

Em maio de 1974 (dia 09) o coronel Eng da FA, Luís Morazzo, comandante da EMElm, chamou-me à sua presença para dizer que o CEME lhe tinha telefonado a informar que dentro em pouco chegava a Paço de Arcos a viatura do comandante da Região Militar de Évora, coronel Cav Fontes Pereira de Melo, para transportar o capitão Pena com o fim de prestar serviço em diligência no QG da Região. O cargo foi desempenhado de 09mai74 a 01jun74. A nomeação surpreendeu-me, mas ao chegar a Évora verifiquei ter resultado da diligência do coronel comandante da RM junto do seu CEM, coronel Inf Saco, para averiguar onde estava colocado o tenente Pena que tinha prestado serviço em Angola de 1966/68 (BTm361) e resolvido problemas de Transmissões à sua unidade.

Na sequência da passagem pelas unidades da RM elaboraram-se duas informações para a DAT (14 e 22 de maio), salientando questões de material e conveniência em colocar um oficial da Arma (engenheiro) como “Oficial de Transmissões” da Região Militar. Esta proposta teve seguimento, havendo a solicitação da DAT às unidades da Arma para fazerem convite nesse sentido aos capitães engenheiros de Transmissões.

i.          Colocação no Colégio Militar em acumulação com a EMElm

            Oficial de Comunicações/Transmissões do Comando Operacional do Continente (COPCON)

Entretanto, no início do ano letivo 1974/75, na sequência de convite (determinação) do coronel Eng Tm Sanches da Gama, Diretor da Arma, fui colocado, em regímen de acumulação com o trabalho na EMElm, no Colégio Militar. Esta acumulação destinava-se a instalar e lecionar a atividade circum-escolar de Eletrónica, solicitada pelos estudantes em termos de inovações pedagógicas, e ministrar aulas de Transmissões (área de Instrução Militar).

Na sequência do 11 de março de 1975 surgiu a nomeação para Oficial de Comunicações/Transmissões do Comando Operacional do Continente (COPCON), tendo nessa altura terminado a acumulação com a EMElm. O cargo foi desempenhado no posto de major, em acumulação com professor no Colégio Militar, de abril de 1975 até à extinção daquele Comando Operacional em 27Nov75. A exemplo da ida para a RME, também esta missão resultou da fama de ações de algum mérito realizadas na Guiné-Bissau no âmbito das Transmissões (tenente/capitão) em 1969/70/71/72. A escolha/nomeação para ocupar a vaga deixada pelo major engenheiro de Transmissões, Figueira, resultou do conhecimento do trabalho realizado na Guiné por parte do coronel de Inf (graduado) Baptista, chefe do EM do COPCON e do próprio Comandante, general (graduado) Otelo Saraiva de Carvalho. A nota Nº5044, de 28Jul75, da DAT, demonstra as turbulências enfrentadas para cumprir a missão sem nunca deixar de tudo dar a conhecer à DAT.

Os meios de comunicação existentes no COPCON eram diversos, todos trabalhavam em boas condições, sendo operados por militares da Armada, Exército e Força Aérea (sargentos e praças) havendo um oficial miliciano do Exército (especializado em Tm das Armas) como adjunto do Oficial de Comunicações/Transmissões. Ao longo dos oito meses de permanência no COPCON sempre houve disciplina técnica e geral nas Salas de Comunicações/Transmissões, mesmo durante os últimos dias do Comando (21/22/23/24/25/26/27Nov75).

No respeitante a envolvimentos de outros âmbitos o “Oficial de Comunicações/Transmissões” representou o COPCON na problemática envolvente da “Greve dos CTT/TLP”, que decorreu de 13Jun a 04Jul75; participou em todas as reuniões do COPCON anunciadas; pouco antes do 25Nov75 visitou algumas unidades [RTm (Porto), EPC (Santarém), RCmd (Amadora) e RIQueluz] para avaliar a hipótese de se concretizarem visitas do tenente-general comandante que acompanhou na visita ao CIAAC (Cascais); permaneceu sempre no COPCON durante as “Operações de 25Nov75”, observando as reações dos oficiais do Comando e dos diversos passantes (coronel Varela Gomes/outros).

O “Oficial de Comunicações/Transmissões” estava em acumulação, mas tudo decorreu com rigor e disciplina, tendo sido respeitada a ordem final para ficarem como responsáveis pelo material e pelas salas, um Sarg da Armada, três do Exército (um de exploração e dois radiomontadores), um da Força Aérea (FA) e duas praças do Exército (radiotelegrafistas). Nas averiguações sobre os “Acontecimentos do 25Nov75” prestei declarações no processo sobre a hipótese do oficial meu adjunto ter, por sua iniciativa, providenciado para que fosse reparado um equipamento de rádio avariado numa das estações da FA, tendo ficado esclarecido que se cumpriu o procedimento normal em relação ao funcionamento das redes. Mais tarde, a pedido do capitão técnico da Força Aérea, Tasso de Figueiredo (hoje coronel empenhado na AOFA) disponibilizei-me para testemunhar, em tribunal ou onde fosse necessário, para efeitos da promoção do capitão, que não tinha havido qualquer intervenção daquele oficial nos Sistemas de Transmissões do COPCON durante os “Acontecimentos de 25Nov75”, tendo nessa altura elaborado um documento que foi prova suficiente ao prosseguimento da carreira daquele oficial.

j.         Docência no Colégio Militar

Como já se mencionou, na sequência de convite do coronel Eng Tm Sanches da Gama, na altura diretor da Arma, em regímen de acumulação com a EMElm, assumi no Colégio Militar a instalação da atividade circum-escolar de Eletrónica, suas aulas e a função de instrutor de Transmissões na área Militar.

O trabalho no CM iniciou-se no ano letivo 1974/75, ainda com galões de capitão (antiguidade de major de março de 1974) e terminou no fim do ano letivo 1978/1979, tenente-coronel promovido em 1976.

As funções normais desempenhadas no CM incluíram, para além de professor da atividade circum-escolar de Eletrónica e das unidades curriculares Transmissões (integrada em Instrução Militar) e Matemática (1º e 2º anos), coordenação das atividades circum-escolares e direção de curso, ano e ciclo. Os cinco anos de trabalho no CM foram altamente gratificantes tendo havido sempre prioridade para o Colégio durante as duas acumulações, primeiro com a EMElm e depois no COPCON (abril a novembro (27), nunca tendo faltado a qualquer aula ou serviço.

Em termos de curiosidades especiais salienta-se:

– Juntamente com outro major (Inf) e um professor (Educação Física) desloquei-me à residência (Amadora) do general Jaime Banazol para o convidarmos para diretor do Colégio, na sequência da saída do brigadeiro Mendonça Ramires, tendo havido sucesso na missão.

– Quando em 27 de novembro de 1975 deixei o COPCON não aceitei a determinação do coronel CEM para, como estava em acumulação, a guia de marcha ser para o Colégio Militar e não, como acontecia com os outros oficiais, para o Estado-Maior respetivo. A marcha deu-se para o EME onde sem espera fui mandado apresentar na DAT. Aqui, em hora já tardia, o diretor da Arma, brigadeiro Sanches da Gama, nitidamente satisfeito, determinou que fosse para o Colégio Militar onde continuava a prestar serviço, agora em exclusividade como tinha pedido há algum tempo. A curiosidade especial revela-se no Colégio onde diretor e subdiretor receberam com agrado o major TecnManTm que desde logo ingressou na escala de oficial superior de serviço com nomeação para o dia seguinte. Honra e Glória aos três oficiais, já falecidos, que se recordam com merecida vénia.

– Para comemorar a promoção a tenente-coronel, com anuência e simpatia da direção, ofereci um lanche na Sala/Bar de Oficiais e Professores, com indicação prévia de data e hora e divulgação adequada. O major (Cav – mais antigo) comandante do Corpo de Alunos marcou para a mesma hora reunião com os seus quatro capitães [Inf (2), Cav e Art] e assim apenas compareceu no lanche o capitão de Art (militar impecável que posteriormente se licenciou em Direito, empenhado na A25A, que morreu jovem). Perante o desagrado geral causado houve da sua parte influência junto do diretor do Colégio para se esquecer o caso.

– Por fim recorda-se o sucedido durante o dia em que me foi dado conhecimento de próxima transferência para a DAT. Pela manhã fui chamado ao diretor, coronel Eng (Tir) Perry da Câmara, que me comunica ter resolvido com o professor delegado da unidade curricular, Matemática, a sua docência no ano letivo seguinte (1979/80). Como anteriormente lhe tinha sido comunicado que no ano letivo seguinte assumia a docência de Eletrotecnia, nova unidade curricular, embora ainda não tivesse resolvida a questão relacionada com a docência anterior no grupo da Matemática, naquela manhã a resolução consistia em assumir a Eletrotecnia, mas com redução da Matemática que ficava apenas com uma turma. Tudo bem, assim seria. Pelo fim da tarde fui de novo chamado ao diretor, agora para me comunicar que o diretor da Arma de Transmissões, brigadeiro Pereira Pinto, o tinha informado das diligências já efetuadas para ser colocado na DAT onde era necessário com urgência por questões relacionadas com a Logística. Assim se fez, tendo sido substituído no Colégio Militar por dois capitães de Transmissões (engenheiros eletrotécnicos) que assumiram a circum-escolar Eletrónica, a instrução militar Transmissões e a unidade curricular Eletrotecnia.

– Durante a permanência no Colégio Militar estive esquecido em relação ao que se passava na Direcção da Arma, nomeadamente reuniões sobre reestruturações e estabelecimento de quadro orgânicos, graduação em tenente-coronel do major TecnManTm Barroca da Cunha e processo de escolha para promoção a tenente-coronel do seu quadro (vaga única). Na altura tomei conhecimento oficial de que não tinha havido escolha do TCor (graduado) Barroca da Cunha pelo Conselho da Arma de 1976 (Comissão de Apreciação de Oficiais), pelo que, como era major mais antigo, fui promovido em 27 de dezembro de 1976. Em termos de homenagem a essa Comissão do Conselho da Arma de 1976 (pelo menos quatro membros não escolheram o major Barroca da Cunha), registam-se os seus postos/nomes: coronel Pinto Correia (tenente-general); coronel Garcia dos Santos (general); coronel Oliveira Pinto (tenente-general); major Figueira (coronel); major Gardete (coronel); major TecnExplorTm Nelson Gomes (tenente-coronel); major TecnExplorTm Ferreira (tenente-coronel); capitão TecnExplorTm Arnaldo Santos (tenente-coronel); major TecnManTm Barroca da Cunha (tenente-coronel) e capitão TecnManTm Conceição Santos (tenente-coronel). Depois de promovido a tenente-coronel, por iniciativa do Diretor da Arma de Transmissões, com acordo do EMGFA e do Colégio Militar, fui colocado, virtualmente (ida e volta de guia de marcha) naquele Estado-Maior para permitir a promoção a tenente-coronel do TCor (graduado) Barroca da Cunha que se efetivou em 20 de fevereiro de 1977.

k.         DAT (Semanas da Arma e Desporto – antes da ida para o DGMT)

O trabalho na DAT (30 de julho de 1979 a 18 de fevereiro de 1981) desenvolveu-se na Repartição de Logística como adjunto do chefe, coronel Tm (engenheiro civil) Rego Falcão, prestando serviço também como adjunto o tenente-coronel Tm (engenheiro eletrotécnico) Rodrigo Leitão e em tarefas especiais de alguma inovação.

Na DAT dessa época o ambiente humano era da maior riqueza técnica militar e cultural, existindo para além do diretor da Arma, brigadeiro oriundo de Tm (engenheiro civil), oito coronéis engenheiros (civis), adjunto, dois inspetores, quatro chefes de repartição e presidente do conselho administrativo e o tenente-coronel TecnExplorTm.

O almoço, de um modo geral, constava de sandes/cerveja no bar (Sr Laranjo) havendo interessantes conversas durante a refeição, misturando-se anedotas com elevados debates sobre a técnica da Arma e mundo militar, salientando-se em tudo o diretor da Arma [brigadeiro Pereira Pinto, pouco depois general (15 de fevereiro de 1980).

DAT, castanhas e vinho pelo S. Martinho

DAT, castanhas e vinho pelo S. Martinho

Na altura senti como poderia ser importante para aumentar conhecimentos da Arma e melhor poder intervir na sua dinâmica e participar na reunião semanal do diretor com os coronéis. Alguns aparentavam um certo cansaço achando as reuniões demoradas e de reduzido resultado prático o que parecia estranho face à forma viva e sábia como decorriam os debates no bar. Embora desempenhando a função de adjunto do chefe da Repartição de Material podia haver hipótese de ser convidado para participar nas reuniões assumindo a representação do meu quadro (Técnico de Manutenção das Transmissões) de que era o tenente-coronel mais antigo. Neste caso, para a hipótese se confirmar, em termos de coerência e continuidade, seria conveniente haver semelhante disponibilidade por parte do tenente-coronel TecnExplorTm Nelson Gomes, mais antigo do outro quadro técnico que, também como adjunto, prestava serviço na Repartição de Estudos Gerais. Com alguma resistência do camarada de Exploração, ajustaram-se disponibilidades e objetivos havendo manifestação da vontade junto do diretor que de imediato louvou o gesto e aceitou a colaboração, sobre a qual também se notou agrado por parte dos coronéis engenheiros. A partir das reuniões semanais criaram-se apetências para educação física generalizada [circuito de manutenção no Estádio Nacional, futebol de cinco (futsal) 100% vitorioso (assumi jogar a guarda-redes – recorda-se a goleada ao DGMT onde se salientou na outra baliza o seu diretor, coronel Morujão) e a realização das históricas Semanas da Arma.

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Um comentário a “Cor António Pena – uma notável história de vida (2)

  1. Sim meu caro Joaquim Serrano, nós também nos aproximamos da “partida”, era o mais novo do Batalhão, mas nasci em 1936, já tenho 78 anos. A fotografia é expressiva estamos na primeira linha. O importante é continuarmos a fazer coisas, a trabalhar, lembro que organizaste o convívio deste ano que decorreu em Fátima com agrado geral e que nessa altura, 31 de maio, o teu amigo Pena ainda dava aulas no Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT) em Portimão. Do conjunto da fotografia além de nós também esteve no convívio o Francisco Gilsa, na altura furriel miliciano de Infantaria e agora capitão do Serviço Geral do Exército (SitReforma) que mora em Campo Maior.
    (Em resposta ao comentário inserido na fotografia da chegada à India)

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