Anexo de Tm à OOp 25 Abril 74


Este documento foi elaborado pelo então Tenente-Coronel Garcia dos Santos e descreve ao pormenor as ligações de transmissões do Posto de Comando (PC) do Movimento das Forças Armadas (MFA) localizado no RE 1, na Pontinha, com as unidades participantes. Estas ligações, rádio e telefónicas, permitiram exercer o comando e a coordenação da actividade operacional. As redes rádio permitiram também, quando necessário e sempre após autorização do PC, a coordenação da situação das operações entre as unidades. Todos os contactos através das redes rádio foram obrigatoriamente precedidos de autenticação. O Anexo de Transmissões foi distribuído com a Ordem de Operações a todas as unidades do MFA.

Este Anexo de Transmissões é uma cópia do existente no Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra, onde foi entregue pelo então Cap. Salgueiro Maia, portanto corresponde ao que foi distribuido à EPC.

Os apêndices que integram o Anexo de Transmissões são os seguintes:

Apêndice 1 – Esquemas das redes rádio
Apêndice 2 – Lista de códigos / Indicativos das unidades
Apêndice 3 – Lista de códigos de objectivos e locais
Apêndice 4 – Lista de códigos de entidades
Apêndice 5 – Lista de códigos de frequências
Apêndice 6 – Sistemas de autenticação

Cada um destes apêndices será objecto de referência específica num novo artigo.

Na Colecção Visitável do RTm e no Polo de Tm do Museu Militar de Elvas existem referências a todos estes documentos, em espaços dedicados à Arma de Transmissões e o 25 de Abril.

1- Anexo A( TRANSMISSÕES

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2 comentários a “Anexo de Tm à OOp 25 Abril 74

  1. Considero uma excelente ideia esta dos rapazes dos rádios ou sendo mais preciso os rapazes das linhas e dos telefones. É um bom desafio Pena Madeira…

  2. Começo por felicitar a apresentação, neste Blogue, deste post dedicado ao Anexo de Tm à Ordem de Operações do 25 de Abril, não só pela importância do documento – a chave do sucesso da atuação das transmissões no golpe- mas também pela oportunidade da sua apresentação, visto que aparece nas proximidades dos 40 anos do 25 de Abril.
    O documento merece ser lido com atenção pois não tem nada a ver com um Anexo de Transmissões normal.
    Foi uma espécie de “fato feito à medida para o 25 de Abril”, com criatividade, competência técnica, bom senso e feito num período de tempo muito curto, (duas noites sem dormir por parte do tenente coronel Garcia dos Santos) o que torna a sua elaboração notável, dados os resultados que teve.
    A minha contribuição consiste em procurar responder à pergunta: o que é que teve de especialmente relevante e diferente do normal este Anexo de Transmissões?
    Penso que pode ter utilidade pois, por estranho que pareça, passadas 4 décadas, ainda não li nenhuma resposta concreta a esta pergunta. As considerações que vou apresentar não têm a pretensão de esgotar o assunto pois conheço muitos outros elementos da Arma que o poderão fazer melhor. Mas tem a vantagem de proporcionar as correções e omissões que a minha interpretação poderá conter.
    Comecemos pelo facto de o documento ter sido feito sob pressão, em cima da hora. É evidente que só era possível elaborá-lo depois de estar completada a Ordem de Operações, depois de definidas as diferentes unidades e as suas missões. Logo que recebeu a O Op completa, Garcia dos Santos tinha que trabalhar sobre pressão pois ou acabava depressa ou não havia Anexo.
    Isto é muito diferente de una situação normal de campanha em que o Anexo de Transmissões é um documento muito mais simples de executar. Porque há uma série de antecedentes que o facilitam. As unidades têm as sua transmissões preparadas, organizadas, com as redes previstas, procedimentos estabelecidos em documentos básicos como NEP, ITTm e IPTm e treinados em exercícios e manobras. As transmissões numa operação eram assim a continuação do trabalho desenvolvido e consolidado anteriormente.
    Garcia dos Santos ensinava aos seus alunos, na Academia Militar, como fazer Anexos de Tm que eram muito mais simples do que neste caso, em que era preciso suprir todo este conjunto de conhecimentos e práticas adquiridas e treinadas Ao mesmo tempo tinha que conciliar um plano extenso (para suprir tais falhas) mas ao mesmo tempo o mais simples possível, para ser exequível. Tinha que resolver e simplificar o problema da cifra pois do antecedente havia um serviço (A CHERET) que tinha a seu cargo o tratamento das mensagens classificadas que não era viável considerar neste caso.
    Para além de ter que ser um documento mais extenso que o normal, podemos apontar, sem a preocupação de ser exaustivo, as seguintes singularidades neste Anexo:
    • Deve ser a primeira vez em Portugal que, num Anexo de Tm a uma operação militar, se utiliza a rede telefónica civil como meio de comunicação alternativo a usar na operação. (Lembramos que os meios usados eram considerados o rádio militar , a rede civil e os estafetas auto):
    • A introdução de oficiais trajando civilmente, em viaturas auto civis, acompanhando as colunas militares para informarem regularmente a progressão do movimento, em telefones civis (não havia ainda telemóveis).
    • A preocupação de utilizar, sempre que possível, oficiais como operadores dos meios de transmissão, no sentido de simplificar o processo preferindo a transmissão verbal à escrita, usada habitualmente pelas transmissões.
    • A publicação de códigos para designação de entidades e unidades e locais, como medida simplificada de segurança.
    • A introdução de procedimentos a adotar (16) nas instruções de coordenação, (número muito superior ao normal).
    • A indicação para montar relés, pelas unidades, se necessário.
    • A ressalva na disciplina e no segredo dado que os equipamentos eram iguais aos do “Inimigo”
    • O pormenor da indicação, para cada uma das unidades das comunicações que tinha que fazer, para o PC, relativamente à sua missão.

    As Transmissões correram no 25 de Abril, como se sabe, muito bem. O Planeamento resultou e parece indiscutível o enorme mérito do seu autor, o tenente coronel Garcia dos Santos.
    No entanto, sobre o pormenor da execução das Transmissões na operação e dos seus protagonistas muito pouco se sabe.
    Presentemente fala-se nos “rapazes dos tanques” que só agora começaram a contar as suas histórias. A minha esperança é que “os rapazes dos rádios” também lhe sigam o exemplo. Julgo que o Blogue recolheria os seus depoimentos de braços abertos..

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