Cerco de Aire-sur-la-Lys


“Cerco de Aire-sur-la-Lys”

A Paisagem nórdica do museu do Prado, exposição temporária presente no Museu Nacional de Arte Antiga, permitiu-nos apreciar este quadro de Peeter Snayers (1653)

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que nos mostra um bem organizado exército em marcha. Para nós homens de Transmissões chama-nos a atenção os meios de comunicação que permitem uma tão perfeita sincronização.

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Sinais de fumos a espaços certos, visíveis a olho nu, utilizando um código pré estabelecido.

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Um comentário a “Cerco de Aire-sur-la-Lys

  1. A respeito deste post do coronel Martins Alves, sobre o quadro “Assédio de Aire-sur-la-Lys”, integrado na magnífica exposição temporária “Paisagem Nórdica” do Museu do Prado, aberta ao público no Museu de Arte Antiga e que tive o gosto de visitar, permito-me acrescentar algumas considerações, tanto mais que, na altura da visita não conhecia nem o pintor, nem sequer “quem estava a cercar quem” no cerco apresentado.
    A exposição é indiscutivelmente interessante, e embora “me soubesse a pouco”, dado a importância do acervo do Museu do Prado, a sua visita parece-me a não perder. Aproveito para recomendar outra exposição, de grande qualidade, no Centro Cultural de Belém sobre arquitetura e urbanismo feitos nas antigas colónias, com projetos do tempo do Estado Novo e que, na exposição apresenta a situação atual dos edifícios.
    Em relação ao autor do quadro trata-se do pintor flamengo Peeter Snayers (1592-1667) que se especializou em cenas de batalhas e cercos, numa época em que soberanos e grandes senhores se propunham glorificar as suas vitórias militares.
    Em relação aos intervenientes no cerco a Aire-sur-la-Lys, os ocupantes da cidade fortificada eram os espanhois e os atacantes os franceses. A cidade de Aire-sur-la Lys, pela sua situação fronteiriça com a a França e Países-Baixos mudou várias vezes de nacionalidade e teve dez cercos entre 1127 e 1710. O cerco retratado por Snayers ter-se-ia verificado em 1641, na parte final da guerra dos 30 anos (1618-1648). De referir que neste ano de 1641, ano seguinte à restauração da independência de Portugal , o conflito entre a França e a Espanha na Flandres era altamente desejável para Portugal por retirar à Espanha capacidade para atacar o nosso país.

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