Uma visita ao Rijksmuseum


Instalado desde 1885 num belíssimo edificio propositadamente construído para o efeito em Amsterdão, o Rijks é o principal museu nacional holandês, dedicado à história e às artes, que visitei recentemente, e onde se podem encontrar obras extraordinárias da pintura mundial, como por exemplo A ronda noturna, do Rembrandt, ou A leiteira, do Vermeer, ou o Escritor afiando a pena, do Jan Ekels, ou A paisagem de inverno, do Hendrick Avercamp, ou ainda A companhia das milícias Meagre, do Frans Hals, entre muitos, muitos outros, e apenas para mencionar pintura e obras que me são caras.

IMG_0566Logo no R/C, e numa das primeiras salas, dedicada a apresentar inúmeros e belíssimos modelos de navios e diversas peças náuticas da época áurea holandesa, é possível encontrar, numa das vitrines, alguns modelos de telégrafos ópticos usados para comunicar de e para os navios, embora sem qualquer informação complementar. Contudo, dada a curiosidade, a seguir se apresentam alguns desses modelos, incluindo uma tabela de 5 símbolos usada para representar o alfabeto por meio de um sistema de portinholas:

IMG_0565IMG_0560IMG_0563IMG_0562Finalmente, não vou deixar passar sem reparo a ultima frase de um texto afixado numa das paredes dessa sala (0.13). Não lhes chegou a perseguição cerrada aos nossos interesses comerciais e estratégicos que nos fizeram à época, as pilhagens, os ataques, em Africa, na Asia, na Oceania, na América do Sul, em terra e no mar, agora até o Cabo da Boa Esperança tem origem holandesa?
Kaap de Goede Hoop? Chamar Traços da presença holandesa a uma mera tradução?
Situado quase no extremo sul de África, foi dobrado pela primeira vez pelo navegador português Bartolomeu Dias, em 1487, que o batizou na altura de Cabo das Tormentas. A designação “Cabo da Boa Esperança”, que se vulgarizou e internacionalizou mais tarde, e que alude às expetativas de chegar às riquezas do Oriente contornando o extremo sul de África, é atribuída pelo cronista João de Barros a D. João II. Segundo o cronista, “Partidos dali, houveram vista daquele grande e notável cabo, ao qual por causa dos perigos e tormentas em o dobrar lhe puseram o nome de Tormentoso, mas el-rei D. João II lhe chamou Cabo da Boa Esperança, por aquilo que prometia para o descobrimento da Índia tão desejada.”

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Um comentário a “Uma visita ao Rijksmuseum

  1. Já há um bom par de anos, tive oportunidade de visitar o Rijksmuseum onde tive oportunidade de verificar a forma invejável como, neste notável museu, os holandeses expõem a sua odisseia marítima.

    Em relação à telegrafia ótica que os navios holandeses usavam (e que eu desconhecia), penso que devia ter sido usada nos finais do século XVI ou no princíio do século XVII. no decurso da guerra luso-holandesa, (1535-1693), portanto bastante depois das grandes grandes descobertas marítimas dos portugueses.

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