A exposição “A última fronteira – Lisboa em Tempo de Guerra”


Post do MGen Pedroso Lima, recebido por msg:

Tive o prazer de visitar, no torreão poente do Terreiro do Paço, em instalações anteriormente ocupadas pelo Exército (1), a exposição “A última fronteira – Lisboa em Tempo de Guerra”, que estará patente ao público até 15 de Dezembro.

sentineladalegiaoportuguesadeserviconoterreirodopaco._1942._antt_2[1]A exposição é dedicada a mostrar a cidade durante a II Guerra Mundial (1939-1945) bem como a sua função como “última fronteira” para todos os que a Lisboa acorriam em transito para os seus destinos fora dos horrores da guerra, ou seja “constituindo, para milhões de pessoas, um oásis de neutralidade para acesso à liberdade”.

A exposição procura mostrar a Lisboa dos anos quarenta (teatro, cinema, rádio, telecomunicações, imprensa,  a exposição do Mundo português (2), as medidas de protecção civil tomadas para limitar efeitos de bombardeamentos em monumentos, as bichas de racionamento, a propaganda de guerra, etc.).

Lx noiteEm relação aos refugiados em transito de assinalar o leque de personalidades de renome mundial que passaram por Lisboa nessa época, os locais que frequentavam, a sua dependência dos meios de comunicação, a sua interferência nos costumes locais, etc ).

Para mim trata-se de uma exposição de elevado nível que excedeu, em muito, as minhas expectativas e que recomendo vivamente que a visitem, em especial os membros da CHT. No mínimo tenham a paciência de ir ao Google e entrem com  “exposição última fronteira – Lisboa em Tempo de Guerra – YouTube”, para ver um curto vídeo sobre a inauguração da exposição (ou cliquem aqui).

AutoresA exposição é baseada num livro de Margarida de Magalhães Ramalho, que, conjuntamente com António Mega Ferreira, constituem o Comissariado da Exposição. O livro dá uma grande coerência à exposição que só tem elementos visuais (objectos, fotografias e pequenos textos) que são apresentados de modo a prender o visitante durante cerca de uma hora, tempo que demora a percorrer a exposição.

É uma exposição que não exige grandes investimentos e que julgo que estaria ao alcance da CHT fazer algo de semelhante em relação a colecções visitáveis na área das Transmissões. Daí o interesse especial que tenho em que o pessoal da CHT veja esta exposição.  Mesmo que não concorde com a aplicabilidade do modelo às Transmissões, pelo menos não deixa de ver uma exposição a todos os títulos notável.

(1) Como curiosidade, aponto que o gabinete do TGen Pereira Pinto, quando era Inspector Geral do Exército, é utilizado nesta exposição.

(2) No painel relativo à Exposição do Mundo Português  encontra-se uma curta citação de Antoine de Saint-Exupéry que refere a Exposição do Mundo Português como “a mais bela do mundo”.

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