A extinção do BTm 3


Post do MGen Pedroso Lima, recebido por msg:

BTm3 simbA extinção do BTm 3 deu-se em 1967 e resultou de uma reorganização das unidades de transmissões  no processo que levou à criação oficial da Arma em 1970. O BTm 3, que fora a unidade  de Transmissões da 3ª Divisão, deixara de ter qualquer capacidade em termos de Transmissões de campanha, tendo-se transformado num Centro de Instrução destinado a formar  especialistas de transmissões para a Guerra Colonial. A remodelação previa a concentração da instrução no Regimento de Transmissões (Porto) criado em 1965.

No entanto à extinção do BTm 3 foram postas algumas objeções, postas pelo Comando da 3ª Região Militar, e que foram superadas pelo capitão Pereira Pinto, que foi o oficial que mais se distinguiu no BTm 3, ao serviço da 3ª Divisão.

Casal Pote

As instalações do BTm 3, junto à bifurcação da estrada para a EPE, em Tancos (foto Google)

Vejamos como ele, nas suas Memórias, conta a sua intervenção neste episódio da extinção do BTm 3,  unidade com a qual tinha uma forte relação afetiva:

“… haveria que extinguir o Btm3 e transferir o BTm3 para o Porto para, com o BTm que lá existia, se constituir um RTm em substituição do REng2.

Essa ideia teve muita dificuldade em ser aceite pelo EME, porque lá se afirmava que o BTm3 era insubstituível na 3ª RM, pelo que se realizou uma reunião no EME onde o Brig Santos Paiva mandou o Cap Pereira Pinto, que tentou a todo o transe escusar-se, pois se tratava da extinção do seu BTm3, extinção que ele teria que defender.

Foi realizada tal reunião, a qual, logo de início decidida contra a extinção, mesmo sem ouvirem as declarações do representante da DAT.

Perante a surpresa manifestada por este, lá o deixaram apresentar as suas razões, mas  a reunião foi suspensa, sem decisões, perante a última objeção apresentada pelo representante da 4ª Rep, que afirmava que a 3ª RM dependia muitíssimo dos equipamentos do BTm3 para as suas necessidades de instrução e de ordem pública.

O representante da DAT pôs em dúvida que tal se passasse, mas declarou que estaria em condições de, nos próximos 2 dias, quantos lhe restavam para sair numa missão ao estrangeiro, apresentar o plano de distribuição de materiais dentro da RM afim de obviar essas situações.

Regressado à DAT dirigiu-se à Rep Material pedindo que lhe fossem fornecidas as cargas das unidades da 3ª RM, convencido de que, até por aí se situarem várias unidades da 3ªDiv, lá deveria haver equipamentos bastantes para uma redistribuição. Esquecera-se dos envios para o Ultramar. Efetivamente não havia.

Face a isso, e perante o compromisso que assumira, foi pedir á 3ª Rep os encargos operacionais de todas as unidades do país, pediu a relação das cargas em material rádio e, durante os 2 dias (e não podiam ser mais porque dali a 2 dias tinha que partir para a Bélgica para um estágio de GE) fez um terrível estudo de redistribuição dos variados materiais para que fosse possível a todos se tornarem autossuficientes.

No tempo combinado foi entregue na 4ª Rep /EME o referido estudo, apresentado sob a forma de mapas onde se faziam as transferências,  e dali seguiu para o comboio.

O BTm3 foi autorizado a ser transferido para vir a ser integrado no Regimento de Transmissões a criar no Porto. Contudo, não consta que tal estudo tivesse alguma vez posto em prática.”

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