Revisitando Elvas


Post do MGen Pedroso Lima, recebido por msg:

Em finais do ano passado, tivemos o prazer de participar na visita que a  Comissão de História das Transmissões fez a Elvas e que foi objeto do post deste Blogue de 18 de Novembro de 2012 (clique aqui para lhe aceder directamente).

Como se referiu, destacaram-se o Museu Militar, que era o objetivo principal dado que a CHT está a colaborar na instalação Núcleo de Transmissões no Museu, o Castelo de Elvas e o forte da Graça.

A visita encantou-nos, mas todos ficámos com a sensação de que Elvas tinha muito mais para ver do que aquilo que tínhamos podido visitar e, pela minha parte, não perdi a primeira oportunidade que apareceu para voltar a Elvas.

A nova visita  teve a particularidade de ter sido guiada pelo Tenente Coronel Ribeiro, o nosso – e excelente –  guia na visita anterior e incidiu sobre locais diferentes dos contemplados na primeira visita.

Como gostei muito do que vi e fiquei de novo com a sensação de que não visitara tudo quanto gostaria de ver em Elvas, pensei que uma vez que a CHT não deixará, certamente, de voltar a Elvas após a instalação do Núcleo de Transmissões, no Museu Militar  tinha alguma oportunidade uma pequena notícia sobre os “encantos de Elvas” que só agora “descobri” (Embora não deixe, evidentemente, de reconhecer que, nesta matéria, outros membros da CHT o possam fazer muito melhor do que eu, e certamente que o farão pois Elvas merece mais e melhor).

Uma forma que encontrei de complementar a visita do ano passado foi procurar acentuar aqui quais as grandes novidades que me trouxe a nova visita a Elvas, dar uma boa notícia que o tenente coronel Ribeiro nos transmitiu e também acentuar o que eu desejava ver mas que, de novo, não houve tempo para visitar.

As grandes novidades desta visita

Vou apenas destacar aqui três dos inúmeros motivos de interesse que nos foram apresentados pelo tenente coronel  Ribeiro  (a Torre Fernandina, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção (Antiga Sé)  e o Forte de Santa Luzia) e apresentar as razões que me levaram a pensar que acrescentavam mais qualquer coisa de significativo à visita anterior.

 

A vista da cidade da Torre Fernandina

Torre FNa visita anterior tivemos ocasião de apreciar vistas da cidade de Elvas muito bonitas, nomeadamente do Castelo, da zona do Museu Militar ou do Forte de Santa Luzia.

Porém, a vista da Torre Fernandina, uma torre do século XIV aberta ao público com uma exposição permanente, é deslumbrante.
Vale bem a pena subir ao terraço e daí desfrutar a bela vista da cidade.

A Igreja de Nossa  Senhora da Assunção (antiga Sé)

Antiga SeNo local da atual Igreja já existia outra, em estilo gótico, em 1517. A partir deste ano e até 1537 decorreram obras, conduzidas provavelmente por Francisco Arruda, o arquiteto da torre de Belém, que lhe introduziram o estilo manuelino.

Em 1570 Elvas passou a ser diocese e a catedral ascendeu a , situação que durou até 1881, quando a diocese foi extinta.

Durante mais de três séculos a Igreja teve em Elvas enorme importância.  Os diferentes bispos introduziram sucessivas alterações na Sé.

Na primeira visita ficara com a ideia que, com a enorme quantidade de efetivos concentrados em Elvas, onde chegavam a estar 80.000 homens, o Exército parecia ser a grande força dominante.

Na verdade a Igreja também tinha o seu peso. O tenente coronel Ribeiro contou uma história, que ilustra a afirmação desse poder. Diz respeito ao pórtico de entrada da Igreja que, conforme se pode ver na foto é um sóbrio pórtico neoclássico. Foi mandado construir por um bispo em substituição do pórtico manuelino existente, porque “estava fora de moda” e do qual não existem rastos.

  

O forte de Santa Luzia

Na visita anterior visitámos o Forte da Graça, uma autêntica jóia da arquitetura militar, cujo estado de conservação era desolador.

Forte SLA visita ao Forte de Santa Luzia, cuja fotografia se apresenta, e que constitui outra  obra prima da arquitetura militar, com elevada qualidade estética e considerada a mais importante fortaleza do século VII em território nacional. Encontra-se, ao contrário do forte de Elvas, em excelente estado de conservação.

Mas a grande novidade que o tenente coronel Ribeiro nos deu é que a recuperação do forte da Graça estava em vias de resolução, o que esperava concretizar-se no dia 10 de Junho, em que Elvas foi a cidade onde se comemorou o dia de Portugal.

O que gostaria de ter visto

O tenente coronel Ribeiro falou-nos de dois Museus importantes de Elvas que mereciam uma visita. Um era o de Arte Contemporânea, que segundo ele é um dos museus de arte contemporânea mais importantes do país e o Museu de fotografia. Em especial o primeiro talvez justifique uma próxima ida a Elvas…

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Um comentário a “Revisitando Elvas

  1. O Forte já estava cedido à Câmara Municipal de Elvas desde 2001, data em que aí foram aplicados fundos comunitários (posso provar com foto) pela Câmara Municipal de Elvas.

    Para poder recorrer a fundos comunitários só o titular a apresentar a candidatura, ou terceiros com cedência do titular (no caso). Isto é o “bê-a-bá” dos fundos comunitários.

    Se a Câmara não podia apresentar novos projectos sem novas cedências por parte do Ministério da Defesa, nada justificava o abandono do Forte pela Câmara depois de aí ter gasto fundos públicos.

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