Os primeiros Rádiomontadores


Post do TCor ManTm António Maria Viegas de Carvalho, recebido por msg:

O livro “As Transmissões Militares da Guerra Peninsular ao 25 de Abril” tem o seu valor histórico apesar de omitir factos importantes. Os homens de Transmissões com conhecimentos desses factos devem contribuir para o enriquecimento dessa História.

Vou pegar num que intitulo “Os primeiros Radiomontadores”.

Espero no futuro apresentar outros temas com valor para o conhecimento da História das Transmissões.

Em 1944, depois de muita insistência junto dos ingleses, Portugal conseguiu comprar vários E/R em HF para algumas das suas necessidades operacionais. Nesse lote vieram o P-9, P-11, P-17, P-19, P-21, P22 e P-38, além do neozelandês ZC-1 e canadiano P-58.

A manutenção e reparação desses equipamentos eram da responsabilidade das Oficinas Gerais de Material de Engenharia (OGME), situadas em Lisboa, na freguesia de Belém, que os recebiam das unidades utilizadoras sempre que estes se avariavam.

Através da ajuda externa dos Estados Unidos da América (EUA), Portugal recebeu em 1947/48 alguns equipamentos de transmissões como os E/R em HF SCR-191 e SCR-536 e os E/R em VHF SCR-300 e BC 1000.

Com a chegada dessa primeira ajuda externa (dos EUA) foi decidido criar um curso destinado a militares para assegurarem a instrução, instalação, manutenção e reparação de todos os equipamentos distribuídos às unidades utilizadoras.

Assim, uma circular enviada às unidades em Abril de 1947 fazia o convite a furriéis electricistas e radiotelegrafistas do quadro permanente e milicianos para a frequência do “Curso de Mecânicos Montadores Rádio Electricistas”, com a duração de seis meses, a realizar nas OGME.

Os oferecidos, cerca de trinta, apresentaram-se nas OGME, onde foram sujeitos a uma prova escrita de conhecimentos em electricidade geral e circuitos de rádio e a uma prova prática baseada em medições e soldaduras.

No final das provas foram aprovados quinze furriéis que já tinham alguns conhecimentos das matérias. Estes furriéis possuíam experiência adquirida em reparações nos equipamentos radiotelegráficos e nos equipamentos ingleses atribuídos às unidades, dentro do espírito muito português do “desenrasca”.

O curso iniciou-se dois dias depois das provas de admissão. As aulas teóricas foram ministradas pelos capitães (Eng.º) Galvão e Rios de Sousa. As aulas práticas dos equipamentos ingleses e equipamentos da ajuda externa (EUA), foram ministradas pelos capitães (Eng.º) com a colaboração de três operários das OGME.

No final do curso foram todos aprovados e promovidos a 2º sargentos. Alguns voltaram às suas unidades de origem e outros foram distribuídos por outras unidades.

Recordo que o meu pai, Armindo Teixeira de Carvalho, fazia parte deste grupo tendo sido o primeiro classificado do curso.

Posso afirmar que o 2º sargento Armindo Teixeira de Carvalho foi o primeiro “Mecânico Montador Rádio Electricista” do Exército, anos mais tarde classificado na especialidade de “Mecânico Radiomontador”, quando da reestruturação do Exército.

Regressado à sua unidade, a Escola Prática de Artilharia (EPA), onde estava colocado desde 1930, deixou as suas funções de chefe do posto de rádio e operador radiotelegrafista, passando a prestar assistência técnica a todos os equipamentos de transmissões e aos equipamentos de referenciação pelo som e pela luz para fins balísticos atribuídos à EPA. Passou também a prestar assistência técnica às unidades do sul do país com quartéis em Évora, Estremoz, Elvas, Beja, Faro, Tavira e Lagos.

Com a entrada de Portugal na Aliança Atlântica arrastando consigo a obrigação de comparticiparmos com algumas unidades do nosso exército para o esforço comum e que essas unidades se deviam apresentar devidamente organizadas e convenientemente instruídas foi necessário reestruturar o exército.

O nosso modelo militar tinha sido sempre orientado de acordo com os modelos e processos dos exércitos europeus. Logo que se iniciaram os estudos para a reorganização das nossas forças armadas, chegou-se à conclusão de que o modelo a seguir deveria ser o americano, uma vez que seria através do seu auxílio que iríamos receber os materiais necessários à organização das unidades a constituir.

O ano de 1951 foi o ano do arranque, tendo-se partido praticamente do zero. Era necessário reestruturar tudo de novo, só no que respeita à instrução, detectou-se a necessidade de se criar um sistema de especialidades que englobasse todos os especialistas, nos diferentes graus, necessários às unidades a levantar, ao estabelecimento das matérias que estes especialistas necessitassem de aprender, à formação de quadros para ministrar instrução, à criação de centros de instrução necessários e ao planeamento e lançamento dessa mesma instrução.

Foram alguns destes requisitos que levaram à nomeação de oito 2º sargentos “Mecânicos Radiomontadores” para frequentarem um curso técnico, junto das tropas americanas estacionadas na República Federal da Alemanha (RFA).

Os oito 2º sargentos sob o comando do 2º sargento mais antigo, Armindo Teixeira de Carvalho, partiram de Stª Apolónia em 18Jun51, via Madrid, Paris e Frankfurt, com destino à “Signal School” instalada na pequena cidade de Ansbach, localidade situada no eixo Wurzburg, Stuttgard, Nurnberg, no estado da Baviera.

De passagem por Paris, junto do Arc de Triomphe du Carrousel

De passagem por Paris, junto do Arc de Triomphe du Carrousel

Era a primeira vez que estes homens atravessavam as fronteiras da Europa e logo para um país derrotado da guerra e que não possuía soberania plena, estando o poder supremo ainda nas mãos das potências vencedoras.

Na estação ferroviária de Frankfurt esperava-os o cap (Eng.º) Galvão, que eles já conheciam do curso em 1947 nas OGME. O cap (Eng.º) Galvão tinha seguido duas semanas antes. Iria funcionar como tradutor durante o curso técnico. Com ele estavam um capitão e dois sargentos do exército dos EUA.

A viatura transportou-os até à cidade de Ansbach, transformada em campo militar onde se destacava a “Signal School”.

O 2º Sargento Carvalho à entrada da Signal School em Ansbach

O 2º Sargento Carvalho à entrada da Signal School em Ansbach

O curso técnico com a duração de cinco meses estava dividido em três fases: Teoria de circuitos de rádio com válvulas, prática nos equipamentos com válvulas e exercícios de campo.

As aulas teóricas de rádio consistiram na aprendizagem de circuitos de rádio ligados à transmissão e recepção de sinais em modulação de amplitude (AM/CW) e modulação de frequência (FM), tendo sido utilizados os seguintes manuais técnicos:

– TM11-665 – AM/CW and rádio transmitters

– TM11-284 – FM transmitters and receivers

As aulas práticas nos equipamentos consistiram no manuseamento dos manuais técnicos (TM), leitura e interpretação dos esquemas dos equipamentos, técnicas de manutenção/reparação ao nível do 1º, 2º e 3º escalões e instalação dos diversos tipos de antenas.

O 2º Sargento Palha na reparação do receptor do SCR-608

O 2º Sargento Palha na reparação do receptor do SCR-608

Foram estudados os seguintes equipamentos:

– HF SCR – 694         (3.8 a 6.5 Mhz) em duas bandas

– HF AN/GRC – 9     (2 a 12 Mhz) em três bandas

– VHF SCR – 508      (20 a 27.9 Mhz)

– VHF SCR – 608      (27 a 38.9 Mhz)

– VHF AN/GRC  3

E/R RT- 66 GRC        (20 a 27.9 Mhz)

E/R RT- 70 GRC        (47 a 58.4 Mhz)

R – 108 GRC        (20 a 28 Mhz)

– VHF AN/GRC  5

E/R RT- 67 GRC        (27 a 38.9 Mhz)

E/R RT- 70 GRC        (47 a 58.4 Mhz)

R – 109 GRC        (27 a 39 Mhz)

No estudo destes equipamentos foram utilizados os seguintes manuais técnicos:

– TM-11-230

– TM-11-263

– TM-11-620

– TM-11-284

Os diversos exercícios de campo foram realizados na zona de Rothenburg a cerca de trinta quilómetros de Ansbach. Consistiram na instalação, operação e manutenção dos referidos equipamentos, quer no solo quer em viaturas tácticas e ainda nos blindados M-47.

Equipa de trabalho formada pelos 2.os Sargentos Aquiles, Pedro e Carvalho que instalou equipamentos rádio no blindado M-47

Equipa de trabalho formada pelos 2.os Sargentos Aquiles, Pedro e Carvalho que instalou equipamentos rádio no blindado M-47

Foram ainda treinados na operação de estações rádio teleimpressoras e telefotografia, instaladas em cabinas de comunicações (shelter).

Militares portugueses e dos EUA junto da estação móvel de rádio, teleimpressoras e telefotografia

Militares portugueses e dos EUA junto da estação móvel de rádio, teleimpressoras e telefotografia

Além do estudo dos equipamentos, esta equipa de 2º sargentos teve a oportunidade de utilizar equipamentos de teste e medida. Excelentes auxiliares na detecção das avarias e calibragem dos equipamentos, permitindo uma manutenção mais eficaz e rápida, não existindo nada de semelhante no exército português. Desses equipamentos de teste e medida que foram mais tarde fornecidos a Portugal, destacam-se:

– Tube tester I-177 (Analisador de válvulas)

– Signal generator I-208 (Gerador de sinais)

– Oscilloscope I-245 (Osciloscópio)

– Frequency meter set SCR-211 (Frequencimetro)

– Radio Frequency Wattmeter TS-118 (Wattímetro de RF)

– Multimeter TS-297/U (Multimetro)

– Distortion test set TS-383 (Medidor de distorção)

– Tool equipment TK-22/G (Colecção de ferramenta)

De inicio, esta equipa teve alguns problemas nos contactos com a população civil local que os confundia, devido à semelhança do fardamento, com as tropas do exército russo. Foi necessário aprender algumas palavras em alemão para desfazer a confusão o que veio a permitir um excelente relacionamento com os civis da localidade.

Segundos Sargentos Aquiles, Carvalho e Sousa em Ansbach

Segundos Sargentos Aquiles, Carvalho e Sousa em Ansbach

Estes oito 2º sargentos acabaram por desenvolver um excelente trabalho na área da instrução e manutenção nas unidades onde foram colocados.

É de inteira justiça registar os seus apelidos:

Armindo Carvalho, Armindo Pedro, Aquiles dos Santos Costa, Martinho, Freitas, Palha, Luís de Sousa e Paiva de Sousa.

Recordar que os três primeiros deram filhos para a Arma de Transmissões: Armindo Teixeira de Carvalho (TCor Man António Maria Viegas de Carvalho), Armindo Pedro (Maj Man Armindo Godinho Pedro) e Aquiles dos Santos Costa (Maj Man Victor Manuel dos Santos Costa); os três são antigos alunos do Instituto dos Pupilos do Exército (IPE).

Deste grupo de oito 2º sargentos “Mecânicos Radiomontadores” três chegaram a oficiais, mas só dois foram a tempo de integrarem o Quadro Técnico da Arma de Transmissões

TCor Armindo Teixeira de Carvalho (1913-1982) que tendo sido o primeiro “Mecânico Radiomontador” do exército foi também o primeiro Oficial de “Manutenção da Arma de Transmissões”, tendo interinamente comandado o Depósito Geral de Material de Transmissões (DGMTm) em 1972.

Cap Aquiles dos Santos Costa (1913-2002) que contribuiu com o seu saber e experiência na preparação técnica dos primeiros furriéis “Mecânicos Radiomontadores” e praças “Ajudantes de Mecânicos Radiomontadores” saídos da Escola Militar de Electromecânica (EMEl).

O Cap Luís de Sousa (1913-1989) que esteve ligado à instrução e manutenção dos equipamentos utilizados pela Chefia do Serviço de Reconhecimento das Transmissões (CHERET) no quartel da Trafaria, passou à reserva antes de 1970, já não integrou a Arma de Transmissões.

Em 1952, com a saída dos primeiros 2º sargentos “mecânicos radiomontadores” (do IPE) e em 1955, com a saída dos primeiros furriéis “mecânicos radiomontadores” (da EMEl), começaram a nascer as “raízes técnicas” para a futura Arma de Transmissões, criada em 1970.

Para que conste.

Os dois primeiros estudos para a criação da Arma de Transmissões não contemplavam nos seus quadros, nem oficiais oriundos de “mecânicos radiomontadores”, nem sargentos “mecânicos radiomontadores”. Havia a convicção que a estrutura técnica da Arma estaria bem representada pela Guerra Electrónica, ainda em desenvolvimento.

Felizmente que num terceiro estudo, vozes sabedoras fizeram sentir que a “raiz técnica” do quadro da Arma de Transmissões só podia ser efectivada com a inclusão de oficiais oriundos de “mecânicos radiomontadores” e sargentos “mecânicos radiomontadores” pertencentes aos quadros do Serviço Material.

Ainda bem que assim foi, já que a Guerra Electrónica não correspondeu ao que se desejava.

Recordando as acções técnicas desenvolvidas pelos “mecânicos radiomontadores” ao longo de muitos anos, quer na Arma de Transmissões ou fora dela, onde destaco os treze anos da guerra colonial junto dos batalhões operacionais e na Índia (Goa, Damão e Diu), que o livro “As Transmissões Militares da Guerra Peninsular ao 25 de Abril” passa totalmente em branco e que deviam ser um símbolo das histórias das transmissões, porque actuando isoladamente souberam criar esperanças no auxilio aos combatentes e na missão dos batalhões, companhias e pelotões contra o isolamento.

Por tudo isto fico com a ideia que os “radiomontadores”, salvo algumas excepções, sempre foram pouco estimados, negados os seus méritos e esquecidas as suas competências para a afirmação da Arma de Transmissões.

Nota:

Parte desta descrição dos primeiros Radiomontadores só foi possível através dos apontamentos deixados pelo meu pai, TCor ManTm Armindo Teixeira de Carvalho (1913-1982)

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10 comentários a “Os primeiros Rádiomontadores

  1. Numa altura em que Portugal é alvo das mais diversas críticas, internas e externas, é sempre de enaltecer todos aqueles Portugueses que, ao longo da história, souberam sempre, aqui ou no estrangeiro, honrar o nome de Portugal.

    • Como vais, Antnio. Tenho estado atento aos comentrios. Mais uma vez os meus parabns! H, certamente, mais histrias para contares, continua. Abrao. Castro Date: Sun, 16 Jun 2013 21:25:36 +0000 To: ammhoc@hotmail.com

  2. Obrigada, mano, pelo que escreveste aqui e pela bonita homenagem que fazes ao nosso pai, Armindo Teixeira de Carvalho, homem muito inteligente, trabalhador. Recordo perfeitamente a sua estada em Ansbach! Parabéns, mano|

  3. Os meus parabéns ao António Viegas de Carvalho pelo excelente texto histórico aqui deixado. É importante, por todas as razões, quer sejam afectivas quer documentais, que se façam estes registos. A história de um país não se resume apenas à majestade dos grandes feitos, pelo contrário, são os milhares de “pequenos” e obscuros factos que tecem a malha da coesão de uma nação. Conheço António Viegas de Carvalho há muitos anos e sei o quanto tem feito em prol da alma esquecida do povo português através das suas crónicas para o jornal de Vendas Novas. Não posso, também, deixar de referir o quanto me foi gratificante com ele colaborar na angariação e distribuição de livros e material escolar para a Escola 23 de Janeiro, em Bissau, Guiné. Espero poder continuar a ler os seus textos. Um abraço sincero. António Oliveira e Castro, escritor.

  4. Desculpem pela pergunta mas tenho um rádio TF 1066B/6 (FM SIGNAL GENERATOR) – MARCONI INSTRUMENTS LTDA – ENGLAND. Alguém pode me dizer o que tenho em mãos por favor?

    • Tudo indica que seja um gerador de sinais de frequência modulada (FM) destinado a auxiliar a reparação/manutenção de emissores/receptores de (FM). No entanto, era necessário ver uma fotografia do equipamento.

    • Já tive a oportunidade de ver o painel do equipamento e confirmo ser um gerador de sinais para FM, AM e CW. Também utilizado por equipamentos de telemetria. Cobre uma frequência de 10Mhz a 470Mhz.

  5. O Post do Ten Cor Viegas de Carvalho merece, a meu ver, o relevo que o Cor Pena e o M Gen Carlos Alves lhe deram e transmitiram nos seus comentários, mas não exatamente pelas mesmas razões.

    Com efeito, o post tem a virtude de, pela primeira vez, se pretender, com a descrição do primeiro Curso destinado a radiomontador, em 1947; acrescentar elementos novos, na área da manutenção, ao livro “As Transmissões Militares da Guerra Peninsular ao 25 de Abril”.

    Isso, de facto, aconteceu pois a realização do Curso teve como consequência aumentar significativamente a capacidade da Manutenção de equipamentos de rádio do Exèrcito. Porr outro lado, o livro “As Transmissões da Guerra Peninsular ao 25 de Abril”.refere o seguinte na página 106: “a grande viragem na manutenção surgiu primeiro no final da II Guerra Mundial com o aparecimento de quantidades enormes de material rádio de origem inglesa…”

    Ou seja, a descrição do Curso permite-nos perceber a viragem que se deu na capacidade de manutenção do Exército, na década de 40, a que se iria seguir outra, na década seguinte com a introdução do material americano, no âmbito da ajuda externa e da formação da Divisão NATO.

    Convém referir que as páginas 106 e 107 do livro contêm, de forma também sintética, a evolução da manutenção do material de transmissões no Exército, desde a criação da primeira oficina no século XIX até ao fim do século XX..

    Na síntese apresentada no livro são incluídas as mudanças significativas verificadas na Manutenção. que bem mereciam ser detalhadas e estudadas, como aconteceu com o Curso. A esta listagem, apresentada no livro, acrescentaria ainda o papel importante da Manutenção nas equipes que desenvolveram a modernização das transmissões nas Forças de Segurança.e que envolveram oficiais do quadro Técnico de manutenção de reconhecida qualidade.

    Depois de publicado o livro já se passaram mais de quatro anos e só agora, felizmente, apareceu o primeiro trabalho de um oficial de Manutenção a desenvolver e completar o texto do livro.

    Pessoalmente penso que se o Ten Cor Viegas de Carvalho não continuar o meritório esforço que iniciou com este post e se não for acompanhado por outros oficiais do ramo de Manutenção (que os há de reconhecida capacidade) julgo que nos teremos que contentar, por muitos anos, com a síntese apresentada nas duas páginas do livro que referimos.

  6. Este post está perfeito, parabéns ao TCor TecnManTm Viegas de Carvalho, continuar a trabalhar este e outros assuntos em que o Viegas de Carvalho é VEP, nomeadamente a importância dos radiomontadores, sargentos e praças, nas unidades utilizadoras (batalhões e outros escalões de Infantaria, Artilharia e Cavalaria) na Guerra do Ultramar do tempo dos militares de excelência aqui destacados podendo considerar-se 1954, com a Índia Portuguesa.
    Naturalmente como antigo estudante do capitão Aquiles dos Santos Costa, na EMElm, e admirador e seguidor em muito nos aspetos técnicos e humanos do tenente-coronel Armindo Teixeira de Carvalho tenho de considerar uma bênção este testemundo do camarada Viegas de Carvalho.
    Como membro da Comissão para a História das Transmissões relevo este post para exemplo de muitos camaradas, oficiais, sargentos e praças do quadro e de complemento em relação ao que ele representa para se ir completando, face a próxima segunda edição atualizada, o livro “As Transmissões Militares – da Guerra Peninsular ao 25 de Abril”, editado em 2008.
    Coronel TecnManTm António Pena (situação de reforma – 77 anos)

  7. Saúdo o Ten Cor Viegas de Carvalho por este artigo excelente e muito relevante, em termos históricos. Espero que este artigo sirva para que outros, com histórias importantes para contar, se desinibam e colaborem neste objectivo que é de todos.
    Dou-lhe razão no esquecimento da importância dos quadros técnicos no livro, que referiu, mas não creio que tal tenha sido propositado, antes fruto do desconhecimento e do facto de as pessoas que trabalharam no livro não terem conseguido uma maior adesão de pessoas dos quadros técnicos na sua feitura.

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