A Escola Militar de Electromecânica


Post do Cor António Pena, recebido por msg:

ESCOLA MILITAR DE ELECTROMECÂNICA

(1952 a 2006)

Bateria de Especialistas (1911) – Grupo de Especialistas (1937) –

[Escola de Mecânicos Electricistas do Exército (1944)] 

CENTRO MILITAR DE ELETRÓNICA (2006)

Paço de Arcos – Oeiras

A Escola Militar de Eletromecânica (EMElm) foi criada em 11 de outubro de 1952 (DL nº38945), sendo Ministro da Defesa Nacional o tenente-coronel do Corpo de Estado-Maior (oriundo da Arma de Infantaria), Fernando dos Santos Costa.[1] Naquela época a transformação do Grupo de Especialistas, verdadeira Escola de Mecânicos Electricistas do Exército, na EMElm, resultou do elevado prestígio técnico dos mecânicos eletricistas (sargentos e praças) no Exército e na vida civil. Os militares e antigos militares formados/qualificados na EMElm eram técnicos competentes (sabiam fazer), disponíveis para o serviço e possuidores de vontade de aprender. A missão principal da EMElm consistia em ministrar conhecimentos e práticas de utilização e manutenção sobre equipamentos elétricos, radioelétricos e eletrónicos, necessários à formação e qualificação de ajudantes de mecânicos (praças do Exército) e de mecânicos (sargentos do Exército e cabos especialistas da Aeronáutica) nas áreas elétrica (frio e calor), radioelétrica (comunicações) e eletrónica (radar).

O DL que criou a EMElm mencionava, como seu fim, no artigo 2º, c) “Ministrar a instrução geral e técnica necessária à formação de operadores de radar para os três ramos das forças armadas.”, e em f) Manter organizados os serviços de pequena manutenção e assistência electromecânica à aparelhagem da especialidade distribuída às forças armadas e elaborar as instruções necessárias ao serviço de manutenção das unidades.”. No quadro orgânico constavam, em secções de instrução, um primeiro-tenente (Armada), um sargento-ajudante e um 1ºsargento (Armada ou Aeronáutica) e três segundos-sargentos (Armada ou Aeronáutica). A letra do DL não se cumpriu em relação à Armada, que nunca se integrou na EMElm, mas a Aeronáutica, depois Força Aérea (FA), foi sempre parceira relevante no cumprimento da missão da Escola havendo perfeita interligação, a todos os níveis, com o Exército, tendo sido perda de vulto a sua saída durante a reestruturação das Forças Armadas na sequência do 25 de Abril quando se devia antes ter integrado a Armada.

O livro “As Transmissões Militares – da Guerra Peninsular ao 25 de Abril” refere-se à EMElm em três períodos:

– Da entrada na NATO à Guerra Colonial [Outros aspetos relevantes do período – Criação da Escola (Pag104)];

– As Transmissões Militares do 25 de Abril ao 25 de Novembro [Notas sobre as alterações nas unidades da Arma – EMEl (Pag228)];

– As Transmissões Militares no período de 1976 a 2000 [EMEl (Pag254)].

Este post tem como objetivo provocar comentários e respostas para se ir construindo a verdade técnica e humana, emergente deste belo espaço de Paço de Arcos, onde durante mais de cinquenta anos a Escola Militar de Eletromecânica contribuiu para que as adaptações técnicas das áreas elétricas e eletrónicas exigidas pela Instituição Militar se realizassem com sucesso. Ao mesmo tempo os especialistas qualificados na EMElm, depois da passagem pelo Exército ou Força Aérea, trabalhavam com agrado geral, eram disputados pelos empresários, no ambiente industrial português das áreas da eletricidade, da eletrónica e das telecomunicações.

No ano de 2005, antes de se transformar no Centro Militar de Eletrónica (CME) em 2006 ficando a depender do Comando da Logística, a EMElm ministrou cursos (formação e qualificação), tirocínios e estágios de manutenção nas áreas de eletricidade, eletrónica, telecomunicações e sistemas de informação, termodinâmica, optrónica, mecânica de instrumentos de precisão, radares, mísseis e aviónicos, em diversas especialidades do Exército. No âmbito da formação os cursos destinaram-se a sargentos [Tm, Serviço de Material (SM) e Tm/GNR] e tirocínios para oficial [estudantes da Academia Militar (Tm e SM/Eletrónica)]. Nesse ano a EMElm colaborou na formação profissional de nível não superior ministrada a militares em regímen de voluntariado e contrato, forças de segurança e entidades da administração pública. Neste último ano da EMElm desenvolvia-se, no âmbito das Transmissões, o SIC-T (Projeto Inicial de Implementação do Sistema de Informação e Comunicações Tático), destinado à infraestrutura de apoio de Transmissões para as Forças Operacionais do Exército e o acompanhamento e fiscalização do Contrato de Fornecimento do Sistema de Comunicações Tático Móvel P-525, ambos realizados por grupos de trabalho constituídos por militares de Transmissões prestando serviço na EMElm. Na sequência da passagem da maior parte da missão do DGMT (Linda-a-Velha) para a EMElm aqui se continuou a cooperação técnica militar luso-guineense, assumida por uma equipa de Transmissões (um oficial e dois sargentos). Em 2005 o quadro orgânico da EMElm era constituído por 73 oficiais, 97 sargentos, 136 praças e 47 civis, existindo 40/83/92/19, respetivamente.

Agora, 2013, o quadro orgânico do CME dispõe de 19 oficiais, 58 sargentos, 87 praças e 9 civis, existindo 15/46/71/10. A missão do Centro compreende: “Garantir o apoio geral de manutenção ao Exército, nas áreas dos equipamentos elétricos, eletrónicos, ópticos, optrónicos e de sistemas de comunicações”.

A partir da missão assumem-se tarefas, segundo as possibilidades do Centro, salientando-se no respeitante a Transmissões:

– Assegurar o apoio geral ao Exército e o apoio direto ás unidades, no âmbito da manutenção dos seus equipamentos;

– Colaborar com a EPT na formação da componente prática da área eletrónica de oficiais e sargentos;

– Colaborar com a Direção de Comunicações e Sistemas de Informação (DCSI) na disponibilidade de instalações e apoio técnico à equipa do projeto para implementação do SIC-T;

– Realizar a manutenção intermédia de apoio geral de equipamentos de TSF e TPF;

– Assegurar a constituição de equipas de manutenção para satisfazer necessidades das missões de apoio à paz, tendo em 2011 cumprido deslocações aos teatros de operações do Afeganistão (ISAF), Kosovo (KFOR) e Líbano (UNIFIL).

A longa vivência no mundo da EMElm, passagens na frequência de cursos e colocação efetiva, desde 1957 a 1975, começando com curso e concurso para 1ºSarg radiomontador, imediatamente a seguir ao regresso da primeira comissão no Ultramar (Índia Portuguesa 1954/1957) e terminando (1975/major), colocação no Colégio Militar (instrução de Transmissões e criação da atividade circum-escolar de Eletrónica), permite apresentar duas considerações para análise face à construção da História das Transmissões.

         Desde 1952 à atualidade comandaram a EMElm e o CME 6 coronéis no âmbito das Transmissões no conjunto de 20 comandantes. Ainda com a Manutenção (oficiais técnicos; sargentos e praças, radiomontadores) incluída no SM, comandou de 01fev67 a 30out72, o coronel Eng do SM, oriundo da Arma de Engenharia (engenheiro civil), Carlos Ferraz. A seguir, já depois do 25 de abril de 1974, comandaram os coronéis de Transmissões (engenheiros eletrotécnicos) Honrado Gomes, Cruzinha Soares, Miguel Leitão e Santos Pinto. Atualmente o CME tem como comandante e 2ºcmdt oficiais da Arma de Transmissões, condição que se verifica pela primeira vez desde 1952 (ambos do mesmo Ramo, Arma ou Serviço), sendo comandante o coronel de Transmissões Laço Jeca e segundo comandante o tenente-coronel de Transmissões (engenharia eletrotécnica e computadores) Carlos Simões. 6 cmdtsEste quadro de comandantes realça a existência de apenas um antes do 25 de Abril (período de 22 anos), situação que justifica a reduzida permanência de oficiais engenheiros (âmbito das Transmissões) no mundo da formação geral dos especialistas de manutenção e da sua qualificação em material das Transmissões de Campanha. Esta realidade é importante para compreender como durante o processo de ajustamentos na Arma, na sequência do 25 de Abril de 1974, foi possível não se ter acompanhado a Arma de Engenharia na continuação da qualificação dos seus oficiais oriundos da Academia Militar com o curso de licenciatura em engenharia eletrotécnica, ou seus derivados nos âmbitos da eletrónica, dos computadores e da informática.

         A segunda consideração consiste na importância da EMElm na formação e qualificação dos técnicos de manutenção das Transmissões (radiomontadores), primeiro pertencentes à Arma de Engenharia, depois ao Serviço de Material (1956) e por fim à Arma de Transmissões (1970). Estas aprendizagens orientadas em especial para material das Transmissões de Campanha foram da maior importância na Guerra do Ultramar vivida em África de 1961 a 1974. Recorda-se que todos os batalhões das tropas combatentes (Inf, Art e Cav) tinham no seu efetivo sargento radiomontador e praças ajudantes de radiomontador, técnicos indispensáveis nas operações e no apoio geral de bem-estar às tropas. Os sargentos do QP, oriundos dos Pupilos e da EMElm, e os furriéis/sargentos milicianos formados em Paço de Arcos, realizaram ao longo daqueles 13 anos trabalho técnico altamente meritório nos batalhões operacionais e nas companhias de reabastecimento e manutenção de material de Transmissões (CRMMTm) de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Nestas últimas unidades, para além de sargentos e praças de manutenção, também se salientaram oficiais da Escola de Paço de Arcos do ramo de manutenção. A exigente preparação deste conjunto de especialistas, oficiais, sargentos e praças do ramo de manutenção das Transmissões, só foi possível fazer-se pela existência de invulgar sabedoria teórica e inovadora metodologia na forma de interligar teoria e prática no estudo dos equipamentos. Este sucesso foi protagonizado pela perfeita e permanente conjugação de esforços entre oficiais dos QP, engenheiros eletrotécnicos do Serviço de Material e da Força Aérea; oficiais milicianos, engenheiros do Exército e da FA, de excelência – os melhores ficavam a prestar serviço na EMElm – e ainda, como da maior importância, oficiais e sargentos de manutenção das Transmissões com Cultura Eletromecânica. Este último conjunto, cujos membros durante a sua carreira ou prestavam serviço em Paço de Arcos ou no Ultramar, levando competências teóricas e trazendo boas práticas, foram instrutores e monitores competentes e motivados, respeitados por estudantes, comando, direções e oficiais engenheiros, tendo sido decisivos para o sucesso da EMElm na preparação dos radiomontadores das Transmissões.

A terminar salienta-se:

– Em 1982 a Direção da Arma de Transmissões envolveu-se, com sucesso, no processo (proposta e acompanhamento) da condecoração da EMElm com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos;

– Anualmente, primeiro sábado de junho, realiza-se o concorrido Almoço do Eletromecânico, evento aberto à participação de atuais ou antigos militares e civis que de alguma forma prestam ou prestaram serviço na EMElm/CME ou foram seus alunos (estudantes), sendo o próximo convívio, o 61º, por certo na sequência dos anteriores, no primeiro sábado de junho (dia 01).

– A partir da palavra do atual comandante, coronel de Transmissões Alexandre Manuel Macareno Laço Jeca, escrita no anuário de 2011, “Certamente que o acréscimo de produtividade só poderá ser alcançado com recurso à implementação de novos procedimentos ou à optimização das existentes e, em última instância, na certificação e acreditação de todo o processo, que permita o reconhecimento e a exploração dos serviços numa perspectiva mais alargada”, seja permitido desejar que se instale neste histórico espaço técnico ocupado pelo CME a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações (Escola de Comunicações da NATO) a transferir de Itália para Portugal.


[1] Na altura, 1952, o tenente-general  Santos Costa era tenente-coronel embora no ano seguinte, ao ser promovido a coronel, lhe tivesse sido considerada antiguidade de 1948.

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46 comentários a “A Escola Militar de Electromecânica

  1. Também passei por esta prestigiada escola onde tirei o Curso de Mecanico de Telefones.
    Sou da 1ª incorporação de 1984 e fui excelentemente comandado pelo Alferes Ribeiro da Silva com que tive contacto até à cerca de 10 anos perdendo-lhe o rasto.
    Há por ai alguém que sem lembre de mim?? Reginaldo Ferreira de Aveiro que como mais velho do plutão organizava todos os dias a formatura da manhã.

  2. Tive a honra de ter feito o meu curso nesta escola como civil mandadp pela guine bissau no ano 1982-1983 curso meleca de sargentos da força aerea

  3. Também sou dos antigos alunos da Escola Militar de Eletromecânica.
    José Ferreira Costa.Cheguei lá em Janeiro de 1963 e aí completei os meus 18 anos.Tirei o curso mec rádio de avião o qual foi suporte para a minha posterior vida profissional . Em Fevereiro de 1964 marchei para o “Ultramar” para a grande BA 9.

  4. Passei pela EMEL em 1984 (vindo da recruta em Tancos) para fazer a 1.a fase do curso de especialistas da FAP. Com 18 anos e muita vontade de aprender fui contagiado pela electrónica e pela logica. Relembro com saudade o ambiente, as aulas, o velho cinema e a praia. Não vou esquecer a 1.a vez que ouvi numa aula de álgebra o significado de 1+1=0 e vai 1

  5. Tive conhecimento que se faz em junho, um convivio de antigos alunos da escola,pois fiz a especialidade radio montador em 1973. Sem duvida foi o quartel que mais gostei.
    Quanto a nomes de colegas recordo-me de dois ou três,já se passaram alguns anos.
    No entanto se tiver informação sobre a data do convivio,talvez se proporcione a minha participação.

    • O convívio realiza-se no primeiro sábado de junho. Para pormenores em relação ao de 2017 pode telefonar para o Coronel, Engenheiro, Oliveira, 964 300 960 ou enviar um e-mail para mim, antoniopena@netcabo.pt, posso saber atempadamente e informar. Ao dispor.

    • Caro Francisco eu também estive lá em todo o ano de 73 fui do 1° curso desse ano, só me recordo de alguns nomes, sei que éramos 23 de início, 19 de rádio 1 de óptica (Alves Dias) e 3 e cripto, para o fim (4 trimestre) ficamos 18 pk o óptica e os de criptos foram acabar respectivamente nos pupilos e no QG salvo erro e omissão, e um de nome Simões tinha sido preso pela PIDE.

  6. Parabéns para todos os que estiveram na única e maravilhosa escola militar de electromecânica”Emel”eu tive o previlégio de lá estar no 2°turno de 1984.
    Gostaria de ter contato com aqueles que pertenceram a meu pelotão,que tinha como comandante o aspirante Faria o teclas dos Trovante.
    Um abraço para todos .
    Mário Correia
    Algarve

  7. 1º Turno de 1979,
    Para mim foi a rampa de lançamento na área da, electrónica, electricidade, até aos dias de hoje , na área de automação mas ainda em actividade, graças a essa excelente possibilidade, militar nessa escola, EMEL
    Amizade e camaradagem, nunca vou esquecer,!
    Comandante, Senhor Tenente Coronel ,João Alberto Honrado Gomes.

    Não esqueço o Sargento Gonçalves, FA ( Algarvio)
    Que perdi o contacto.

    Os melhores cumprimentos

    Cabo Figueira

  8. Permito-me acrescentar que existe ainda uma Coleção Visitável na Companhia de Transmissões da Brigada Mecanizada, em Santa Margarida, como é referido no post de 19 de Junho, relativo à inauguração de duas paradas naquela unidade

  9. Excelente escola . Estudei lá em 1965 , curso de radiomontador , antes de seguir para a Guiné – Bissau , no Batalhão de Cavalaria 1897 . Gostaria de saber o endereço eletrônico ( e-mal ou facebook ) . Pois gostaria de pedir o diploma do curso , que perdi ,quando vim para o Brasil há 40 anos

  10. Meus caros camaradas e amigos da EMElm em Paço de Arcos
    Fui aluno dessa prestigiada escola de 20 de agosto de 1966 até 31 de agosto de 1969 como furriel miliciano com a especialidade de mecânico de preditor eletrónico.
    Além dos conhecimentos adquiridos fui privilegiado em participar nas feituras dos livros técnicos de eletricidade no gabinete de estudos, que a tantos e a mim em particular serviram de base para a minha vida profissional como projetista de AT.
    Já fui várias vezes ao almoço de confraternização e este ano de 2015 lá estarei presente e é com muita satisfação que reencontro velhos amigos da época para recordar tempos vividos.
    Espero que este ano vá encontrar mais camaradas que nunca mais encontrei.
    Lamento profundamente que esta Escola tenha acabado com a formação técnica para que estava vocacionada e que com a falta de técnicos no mercado laboral não exista ninguém que dinamize e aproveite os laboratórios , as oficinas, as aulas, os testes que traziam uma mais valia para a sociedade. Eu por mim falo, que embora já reformado aproveitei na minha vida profissional de mais de 40 anos os ensinamentos teóricos e práticos dessa prestigiada escola.
    Até breve camaradas e amigos

  11. Sou do 3º Turno de 71, do Curso de Sargentos Milicianos de Infantaria em Tavira,(CISME).
    Quando acabei a recruta, em 1º lugar,fui colocado na Escola de Electromecânica de Paço de Arcos (EMEL) no 4º turno,na especialidade de Mecânico Rádio Montador.
    Grande Escola da época, onde havia todos os meios para aprender e praticar.
    Depois de ter acabado o curso fui colocado no CNT, onde fiz uma especialização em alta potência em emissores e receptores, daqui fui para o CRU Em Alcochete,
    onde fui visitado algumas vezes pelo então Tenente Coronel Garcia dos Santos, agora General, que era na altura o meu chefe directo.
    Ali , no CRU, fiz a manutenção do posto, em que era responsável, até à disponibilidade, depois do 25 de Abril.
    Quando saí das fileiras como 1º furriel, fui terminar o meu curso superior no ISEL, em electrónica e telecomunicações.
    Presentemente sou Professor, quase reformado do ensino Secundário na área das eletrotécnias.
    Recordar a Escola (EMEL) é reviver um passado em que me orgulho de ter vivido!!!, aquele café no jardim em que se estudava, aquele túnel para ir para a praia, a camaradagem entre colegas, as rondas de 1 hora ao quartel, passando pela zona muito escura dos carros de radar…..

  12. Encontrei hoje o sr. cor. Pena em Paço de Arcos que me falou deste bloog,
    fui soldado aluno electricista da FA 3/68 e mais tarde em 1973 instrutor no lab 3, para mim a EMEL foi fundamental para a vida civil, um grande abraço a todos os que por lá passaram.

  13. Foi uma Honra para mim ter frequentado,nessa grande unidade,o curso de mecânico rádiomontador,de julho de 1974,a julho de 1975.

  14. Aluno da Força Aérea, entrei na EME em Janeiro de 1963.
    Excelente passo dei na aprendizagem de electrónica, e como rádio montador saí e foi a minha muleta para o resto da vida, acabando a minha carreira profissional no hardware. Bem ajam escolas dete fantástico calibre.
    Até sempre.

  15. Sou muito mais antigo!
    1968/1970!
    Especialidade: RADAR MKVII

    1º Comandante: Sr. Coronel Carlos Amaro sá Teixeira de Azevedo Ferraz
    2º Comandante: Sr. Tenente Coronel Luís Jordão Neves Morazzo

    Entre outros Oficiais:

    Sr. Tenente Pena
    Sr. Tenente Birrento
    Sr. Capitão Rosa

    Etc..

    Bons tempos.

    37 Meses passados em Paço d’Arcos!

    Boas memórias!

    Mário Martins (Furriel Miliciano – 3ª de 68)

  16. Olá camaradas de Transmissões,

    Fui militar recruta, no 1º Turno de 82, na Emelm
    Foi com muito gosto e prazer que tive como comandante de pelotão, o Sr. Alferes Ferreira, e como comandante de companhia o Sr. Capitão Rodrigues Dias e adjunto de comandante de Companhia o Sr. Alferes Amaro
    Foi uma recruta excelente, com momentos de alguma dureza, mas tudo bem, ainda hoje “tentaria” o mesmo.
    Posteriormente, fui colocado no Regimento de Transmissões, no Departamento de Feixes Hertzianos, tendo como superior, o o Sr. Capitão Félix, uma excelente pessoa . Não posso deixar de louvar também o Sr. Capitão Varela ( foi comandante de companhia de manutenção), com quem trabalhei (pois sabia escrever à máquina, muito útil na altura), onde dactilografei os manuais dos equipamentos Farinom 2000 (ainda me lembro hoje).
    Lembro-me que no dia da entrega da Caderneta Militar pelas mãos do Sr. Caiptão Varela, me disse (e nunca me esqueci), TIVE MUITO GOSTO EM TRABALHAR CONSIGO, pois foi recíproco.
    Por aqui me fico, mas escrevo estas simples frase com saudade , pois apesar de ser só um 1ºCabo, fui sempre tratado com respeito, por colegas e superiores hierárquicos, onde por vezes conversávamos sem qualquer distância mas sim sempre com respeito uns pelos outros.
    Peço desculpa por não mencionar alguns nomes, mas sinceramente não me lembro, já passaram 32 Anos, (já tenho 52)
    Se lerem este comentário agradeço, se possível uma resposta, pois gostaria e teria todo o gosto em rever os antigos “camaradas de armas”.
    Gostei tanto do periodo de vida Militar, que (muito sinceramente), ainda hoje me emociono quando falo dela, (chegando por vezes a ser apelidado de maçador sobre o assunto).
    Um abraço
    Amilcar Delgado (Ex 1º cabo 1982/1983 Rtm/ feixes Hertzianos)

      • Sr. (Ex) Alferes Amaro,

        Agradeço a resposta enviada.
        É sempre bom recordar tempos da nossa juventude.
        Par mim foram bons tempos.
        Quanto ao Sr. (ex) Alferes Amaro, reitero que era uma pessoa que mantendo a hierarquia, como era óbvio, sempre achei que impunha a sua presença, mas com respeito, pois nunca vi da sua parte, qualquer acto exagerado, mas sim o necessário.
        Mais uma vez, o meu obrigado pela resposta.
        Cumprimentos
        Amilcar Delgado
        (Email: delgado@sapo.pt)

    • Caríssimo Amílcar Delgado, o seu comentário valoriza muito o “post” parecendo-me que talvez por falta de informação ainda não tenha participado nas comemorações anuais “Almoço do Electromecânico” que se realizam no primeiro sábado de junho. Para que a todos chegue convite informo uma forma de inscrição, para este ano de 2014.
      As pessoas interessadas podem inscrever-se pelo e-mail (electromecanico2014@sapo.pt) enviando: nome completo; morada completa (Rua/Prct/Av e código postal); e-mail; indicação Exército, Força Aérea ou outros.
      Ao dispor. Até breve.
      António Pena.

      • Sr. Coronel António Pena

        Muito agradeço o “feedback” ao meu comentário.
        De facto não sabia da comemoração anual “Almoço do Electromecânico”.
        Este ano não vou poder participar porque tenho uma festa de casamento nesse dia.
        No entanto fica o registo para o próximo ano 2015.
        Entretanto vou estar atento às noticias e informações, e vamos (perdoe-me a frontalidade), trocando informações/notícias.
        Reitero os meus agradecimentos pelo comentário e informação enviada.
        Obrigado.
        Cumprimentos
        Amilcar Delgado
        (delgado@sapo.pt)

  17. Tive conhecimento através do camarada João Mesquita que é costume fazerem um almoço de confraternização no 1º sabado de Junho. Gostaria de estar presente se fôr possivel. Assim se não fôr maçada pedia o favor de me avisarem e dizerem-me como fazer para a minha inscrição. Tenho boas recordações da EMEL.
    O mais engraçado na minha vida é que acabei sempre por estar ligado às transmissões mesmo na vida civil. Estou aposentado da A.P.D.L. ( Administração dos Portos do Douro e Leixões ) onde fui Operador de Radar e Telecomunicações. O destino estva traçado!
    Com os melhores cumprimentos
    José Carlos Neves

  18. Não fui militar de Transmissões!
    Agora que penso nisso, dou conta de haver partilhado a mais agradável e profícua experiência da minha vida, com outros camaradas militares na Escola, sem nunca me ocorrer qualquer distinção de origem.
    A Escola tinha na transmissão do conhecimento a base fundamental que fomentava sã camaradagem, confiança e motivação.
    A Escola integrava, formava e dava a oportunidade de construção de um novo plano de vida a quem dele dependesse.
    A Escola deu a oportunidade a milhares de jovens de, pela primeira vez, acederem a formação técnica, à época, inacessível aos seus recursos.
    A Escola, a mim, deu-me a honra de ser seu aluno e seu colaborador durante oito anos. Deu-me um punhado de bons e leais amigos e deu-me valores, conhecimentos e experiência decisivos para a construção do meu futuro.
    Parte da história da Escola relatada pelo Sr.Cor. António Pena é-me familiar, e recordo-a com um sentimento de gratidão, desde 1969, quando o Sr. Cor Carlos Ferraz exercia o comando, até 1977 sob o comando do Sr. Cor Luís Morazzo.
    Perdoem-me deixar aqui esta modesta e importuna nota mas, à Escola e a todos os seus profissionais, eu devo este tributo.

    Nuno Vieira

    • Amigo Francisco Miranda, eu pertenci ao 1º turno de 80, tentei por varias vezes encontrar colegas para um possível convívio, nunca nnguém respondeu. Agora finalmente, e por este meio tenho uma pista para o pssível convívio.
      Vou deixar meus contactos para alguma informação que possa transmitir. Um grande abraço. José Cavaca

  19. Fui um dos jovens que tive a felicidade de ter passado por essa grande Escola Militar, Ainda jovem, 18 anos como aluno da Força Aérea Portuguesa, 1ª Companhia, decorria o ano de 1970, Aí tirei o Curso de MELEC que me relançou para uma nova vida futura de sucesso.

    • Mesquita,
      Qual é a tua incorporação? A minha é a 1ª de 1970, depois da recruta na Ota fui para Paço de Arcos e também tirei a especialidade Melec.
      Manda por email mais detalhes.
      Cumprimentos,
      Carlos Mauricio

    • Boa noite Camarada Silva. Por um acaso não serás o ” Voluntário ” vindo da Figueira da Foz?. Sou o Alves de Celorico, ultimo turno de 94. Aguardo uma resposta. Abraço. Alves

  20. Tenho que confessar que não tenho, intrinsecamente, conhecimentos sobre as matérias aqui versadas porquanto não fiz carreira militar e daí não ter vivido a problemática nem sou dela investigador. Porém, o que eu modestamente sei é que esta Escola é prima ‘por natura’ dos Pupilos do Exército. E digo-o porque em 1970-71 ali fui estagiar nessa qualidade, já sabia que muitos ex-camaradas dos Pupilos, agora no Quadro Permanente, ali estavam ou ali se cruzavam entre Comissões.
    O clima de competência que ali se vivia era muito elevado e dele dependia em muito o sucesso operacional nos diversos Teatros de Guerra que enfretámos até 1974. Se a memória me não falha, faziam garbo o AN/GRC-9 e o RACAL-TR28 que ali os fui estudar. Uma das salas da formação estava equipada com um super-heterodino em esquema a toda a largura da parede e ao longo havia pontos de medida para que um osciloscópio pudesse mostrar o sinal no seu percurso. Nas oficinas traseiras a rapaziada aprendia a fazer uma instalação eléctrica com toda a perfeição e na parte mais altaneira haviam os laboratórios, em parte ocupados com gente da Força Aérea.
    Era pois a bem dizer uma Escola ímpar que o País ali tinha. Diría mesmo que a minha opção pela electrónica e as telecomunicações se deveram a um ‘bicho’ que meu primo ali havia adquirido e que me conseguiu contagiar. E sem dúvida que ao chegar aos Pupilos era essa a minha opção.
    E o passado fim-de-semana por ocasião do 61º encontro dos Electromecânicos, foi esse o espírito e sentido que novamente recolhi do saber que aquelas paredes emanaram durante anos. O País é outro mas duvido que se possa dar ao luxo de deixar esvaír o conhecimento que outrora ali residiu. É que após os deveres militares obrigatórios cumpridos muitas gerações se entregaram na vida das empresas com esse saber.
    A ElectroMecânica de Paço d’Arcos ainda vive com os que ali se formaram e ainda dão muito ao País, compete pois a quem de direito colocar a Escola no lugar que lhe pertence.

  21. O desejo expresso de que se instale neste histórico espaço técnico ocupado pelo CME a Escola de Sistemas de Comunicação e Informações (Escola de Comunicações da NATO) será de difícil concretização. Embora os especialistas da Agência NCIA tenham considerado possível a instalação da Escola de Comunicações NATO no Quartel de Paço de Arcos, as entidades nacionais, responsáveis por esta infra-estrutura, não consideraram oportuno a sua utilização partilhada com a NATO.
    Actualmente, prevê-se a implementação, até 2016, em Oeiras, de um “NATO training hub for advanced IT, communications technology and cyber defence” que ficará colocalizado com o QG das forças marítimas de reacção rápida, designadas de STRIKFORNATO” e com o Comando Naval.
    Este “NATO training hub” será construído de acordo com os requisitos NATO aprovados pelas nações, o investimento para o seu arranque será suportado pelos fundos comuns, mas o financiamento de funcionamento será “custom funding”. A Agência NCIA pretende construir em Oeiras um sofisticado centro de treino que responda ás necessidades operacionais, que seja um laboratório do futuro e um catalizador na ligação das nações ás indústrias.

  22. A Escola Militar Electromecânica teve também um papel importante no ensino civil.
    Na década de 60 e coincidindo com a procura de técnicos de electrónica no mercado de trabalho, a Escola Industrial Fonseca Benevides, cria um curso de Montador Radiotécnico. Este curso industrial tinha especializações em Radar, Televisão e Computadores, e vai durar até ao início da década de 70. A sua procura foi enorme sendo os formandos rápidamente integrados no mercado de trabalho. Quem seguia para o Instituto Industrial tinha isenção da frequência de algumas cadeiras tal era a qualidade da formação ministrada naquela Escola. Os textos de apoio era muito procurados, mesmo fora Escola,
    pela sua excelência técnica.
    Uma boa parte dos formadores eram Sargentos e Oficiais da EMElm que utilizavam muitos dos Manuais dos cursos ali ministrados. Quero recordar alguns desses manuais, excelentes manuais; Matemática, Fundamentos de Rádio (2 Volumes), Transistores, que ainda hoje fazem parte da minha biblioteca.
    Havia também na Escola uma Biblioteca onde eram frequentes os manuais técnicos americanos, os célebres TMs, para consulta.
    No inicio da década de 70, com extinção dos Cursos Industriais, o curso de Montador Radiotécnico acaba, segue-se o Curso Complementar de Radiotécnia. No entanto uma boa parte da componente prática não vai ter continuidade.
    A colaboração dos formadores da EMElm foi importantíssima para o êxito dos Cursos de Montador Radiotécnico da EIFB.

  23. No comentário que se segue apenas me vou referir ao período correspondente à EMElm, não abrangendo , assim, o atual Centro Militar de Eletrónica no qual, a partir de 2006 se juntaram as Transmissões e o Serviço de Material na Investigação, na área da Eletrónica, tendo enão as Transmissões deixado de ter responsabilidades logísticas na área de campanha.

    Apresento, assim, apenas 3 achegas para procurar corresponder à ideia, que o coronel António Pena apresenta, que o seu post é sobretudo o ponto de partida para que os elementos que passaram pela EMElm possam contar a evolução que verificaram ou que protagonizaram..

    Comecemos pela ideia que tenho em relação à criação da EMElm em 1952, que não é expressamente afirmada no post, e que consiste em considerar que a EMElm foi criada, nessa altura, para permitir a formação de especialistas para guarnecer a 3ª Divisão (Divisão NATO) então em formação em Santa Margarida.

    A segunda observação diz respeito à interpretação que o coronel António Pena faz do problema dos engenheiros/não engenheiros ligados à EMElm, afirmando: que a reduzida permanência dos oficiais engenheiros na EMElm antes do 25 de Abril permite explicar que, depois do 25 de Abril, a Arma não tenha acompanhado a Engenharia, que nunca admitiu a solução de não engenheiros na Arma. Penso que a razão que levou à solução dos não/engenheiros, adotada a certa altura na Arma, foi sobretudo de ordem económica por se considerar diminuta a aplicação que, na prática, a Arma dava aos conhecimentos técnicos adquiridos pelos oficiais licenciados em Engenharia.(1)

    Considero ainda que o desenvolvimento da evolução da EMElm, com a participação dos oficiais que por lá passaram pois a EMElm teve um papel importante para o país, para além da sua importãncia militar, nomeadamente:

    – na formação de técnicos na área da eletricidade/eletrónica
    – na evolução tecnológica do país, facultando às entidades civis do curso de micro-soldadura:
    – na criação em Portugal do primeiro centio de formação profissional na área da Eletrónica

    (1) Ver o último trabalho publicado (arquivado neste Blogure em Depoimentos) pelo General Pereira Pinto, em 2009, “Das Minhas Memórias Militares” onde este problema é desenvolvido, na parte final em “Revisão dos curricula dos oficiais de Transmissões oriundos da Academia Militar”.

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