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RACAL TR-15


TR-15 L, cristalizado - Exemplar da CV do RTm

Emissores-receptores de H.F. totalmente transistorizados, de construção robusta, para instalação fixa, ou móvel em viatura, podiam trabalhar em BLU (BLS ou BLI), CW e AM, na banda de 2 a 16 MHz e foram largamente utilizados nas guerras de África, sobretudo nas sedes das Unidades.

Conseguiam alcances da ordem dos 1.000 Km, naturalmente dependentes das condições locais de propagação, da adequação das frequências de trabalho e da antena, da hora do dia e da época do ano.

O TR-15 L, de curta duração de fabrico, era sintonizado a cristais, para o que possuía uma unidade de cristais com 30 ou 50 canais pré-fixados.

Alimentado a partir de uma fonte de 12 V cc (bateria de 180 A/h, ou bateria da viatura), ou de 110/220 V ac (unidade MSU-15 ou através da FSK, neste caso com a vantagem adicional de ter ventilação).

Tinha incorporada uma Unidade de Sintonia de Antena (USA/ATU) interna, que permitia adaptar a saída de RF a antenas de 50 a 500 Ohm e irradiava uma potência de 100 W em BLU ou CW e de 25 W em AM.

Diferença nos painéis frontais dos 2 modelos

O TR-15 A3, semelhante em tudo ao anterior, e que o substituiu, estava contudo já equipado com um inovador sintetizador, para a época (devido ao aparecimento dos circuitos integrados TTL), pelo que era comandado através de 5 botões, que permitiam selecionar a frequência de trabalho (1º e 2º para os MHZ e os restantes para os KHz. Existia ainda um comutador interpolar para 1 KHz, que fazia variar a freq para + ou – 500 Hz). O TR-15 L era comandado através de 2 botões, para a escolha do canal/cristal e possuía um botão para a sintonia fina.

Ambos podiam trabalhar associados a uma unidade FSK S-53 M, para combinação com um teleimpressor (RATT), que, por ter alimentação própria semelhante à MSU-15, podia também alimentar o rádio. A FSK tinha um suporte apropriado para lhe fixar em cima o TR-15.

Como antenas, usavam, ou um dipolo (em ‘T’ ou em ‘V’ invertido) de 50 Ohm de meio comprimento de onda para instalações fixas, ou uma antena vertical de até 3 secções de 1,22 m cada, para instalações em viatura (com uma USA automática externa – mod. A-55). Quando o dipolo era cortado para um dada frequência fixa de trabalho, era ligado à ficha ‘externa’ (também usada para a antena vertical, por ter a sua USA própria), caso contrário à ficha de sintonia ‘interna’ – e sintonizado através da USA interna; ambas as fichas estavam colocadas na parte posterior do rádio. Para a instalação em viatura, era usado o conjunto de bases de antena MP-50 e isoladora MP-65.

O TR-15A3 podia também ser comandado à distância, até 1500 m, a dois fios, através da unidade UCR-15.

Foi um rádio extraordinário, que prestigiou a RACAL e a Arma de Tm, e que muitos dos que passaram por África, no STM ou nas Tm das Armas, bem recordarão.

Anexo (Especificações técnicas, em inglês):

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7 comentários a “RACAL TR-15

  1. Olá só tenho o esquema, correspondente à parte de alimentação, Posso enviar pois está em formato digital, Agora tambem preciso da parte do esquema de RF radiofrequência, pois pretendo alterar o circuito de sintonia usando um DDS.para sintonia en la banda de radioaficionados.
    Saludos.
    Manuel Jesus

  2. José Nunes Cunha indica, no final do seu comentário que “Noutra ocasião, se acharem conveniente contarei a minha História sobre como tudo começou”.

    Pela minha parte, manifesto já o meu interesse em que se disponha a escrever o seu depoimento, tanto mais que está longe de abundar a participação no blogue de elementos oriundos dos Quadros Técnicos de Exploração e Manutenção, como seria desejáveL

  3. Ainda conheci este equipamento, assim como o TR28 e o H4000 da Marconi, reparei muitos em nas oficina de Linda -a -Velha, sou do tempo do Cap. Carvalho, um bom técnico que ele era, também do Major Birrento, 1º Santos Costa e outros, o Birrento e Santos Costa trabalhei com eles mais tarde nas forças de Segurança. ainda tive como chefe das transmissões nos anos 1976 o falecido Major Oliveira Pinto. Enfim muita coisa fica por dizer, passei a minha vida com a eletrónica, foi a coisa que fazia porque gostava, para mim nunca foi frete. Noutra ocasião se acharem conveniente contarei a minha Historia sobre como tudo começou.
    José Nunes Cunha.

  4. Em Angola estive em duas Comissões, em funções de estado-maior, a última das quais se iniciou em 1974, depois do 25 de Abril. Foi nesta última comissão que conheci o TR-15. Existia na Comissão Coordenadora do MFA de Angola (CCPA).
    Sobre essa utilização consegui obter depoimentos por e-mail do secretário da CCPA alferes Belo e do então Capitão Simões que se autoproclamou “capitão de Artilharia Rádio-Telegrafista” e teria sido a pedido dele que as Transmissões cederam o equipamento à CCPA.

    O posto destinava-se a permitir ao Alto Comissário (Alm. Leonel Cardoso) e o Comandante-Chefe Adjunto (Gen Heitor Almendra) “saber o que se passava”, para compensar o fato de o dispositivo das Transmissões já “ser muito diminuto”.

    O rádio estava em escuta permanente, era o posto-diretor, tinha o indicativo GRANEL, e comunicava com todas as unidades do Exército ainda dispersas.

    O posto parece ter funcionado bem até ao fim.

  5. Excelente descrição do TR-15. Este equipamento prestou muito bons serviços em Moçambique nas redes de Batalhão. Na operação “Largada Final” estabeleceu a ligação entre os CT Norte (Nacala) BART 6224, Centro (Beira) BART 7220, e Sul (Lourenço Marques) BCAV8424, operados por pessoal de Transmissões em Escuta Permanente.

  6. Boa explicação sobre o TR-15 que me parece ter sido mais utilizado nas Transmissões de Campanha, embora também o tivesse sido nas Transmissões Permanentes.

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