Galeria

Carro de cabo e fio


Esta primorosa e rigorosa miniatura de um Carro de Cabo foi executada em 1985 por Manuel José Neto Godinho, operário da carpintaria da EPE (Tancos) numa escala 1,5:10 e oferecida ao Museu das Tm pelo então Cmdt daquela Escola Prática, Cor Eng Pires Mateus.
O Cap Engº António Sarmento da Fonseca fez, em 1896, no seu livro manuscrito Manual do telegraphista militar em campanha, a seguinte descrição do carro de cabo e fio de 1884 (ligeiramente diferente, quanto aos carretéis,  do representado pela maqueta e por uma das fotografias do header deste blogue – algo posterior, já com 10 carretéis):

Esta viatura transporta os carreteis de cabo e fio, material telegraphico e artigos de estação, bolsas de trabalho e ferramentas para a construção das linhas. Os carreteis são 9, dos quais 5 comportam 10.500 m de fio e os 4 restantes 2.000 m de cabo de campanha. O restante material acomoda-se nos seguintes compartimentos:
6.6 – – – Cofre para accessorios de viatura
S.t. – – – Secretária para expediente de estação
6C – – – Cofre para bolsas de assentador de linha de fio ou aerea
6D – – – Cofre para bolsas de assentador de linha de fio ou aerea

6CC – – – Cofre  ”  ”  ” e restante pessoal empregado na construção de linha de cabo ou rasteira, etc
6DD – – – Cofre para suspensorios, acrescentes, manivella, etc

Desenhos do Cap Sarmento da Fonseca (1896):

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3 comentários a “Carro de cabo e fio

  1. A respeito destes carros de cabo e fio convém recordar que apareceram em consequência da reforma fontista de 1884, que criou a primeira unidade de Transmissões de campanha que foi a Companhia de Telegrafistas do Reginmento de Engenharia.
    Este ano representou a entrada das Transmissões na Arma de Engenharia, visto que as Transmissões Permanentes ou de Guarnição dependiam, desde 1910, diretamente do Ministério da Guerra e continuariam a depender até 1901.

    O carro apresentado no post, incluído no livro do cap Eng Sarmento da Fonseca de 1896, tem algumas diferenças em relação ao descrito pelo coronel Bastos Moreira nas sua “notas”, (Vol 2, pág 48) que diz respeito a uma versão posterior, de 1905.

    A diferença essencial resula de a Companhia de Telegrafistas, a partir do Regulamento Provisório para o Serviço dos Telegrafistas de Campanha de 1905 passou a ser constituída por Secções, cada uma com 3 esquadras,sendo duas e Construção de Linhas de Cabo e uma de Construção de Linhs de Fio.

    Nestas condições não havia, em 1905, carros de cbo e fio mas carros de cabo e carros de fio. Cada esquadra de construçãio de loinhas de cabo podia montar 7200 metros de linha de cabo, uma estação telegrafica Morse e uma estação telefónica..

    De acentuar que os carros, como o post acentua, eram organizados para conterem todos os equipamentos e acessórios necessarios para que em campanha não faltasse nada.. Um trabalho semelhante ao que foi feito no desenvolvimento das cabines, no século XX, já referido num post deste Blogue.

    • É que a intenção aqui foi mesmo essa, a de ‘colocar o carro no meio do campo’, retirando-lhe a noção de escala. Mas vou acrescentar essa info no texto.

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