Balanço de Actividades da CHT em 2011


‘Post’ do MGen Pedroso de Lima, recebido por msg:

Ao chegar ao fim de 2011, convém passar em revista as atividades desenvolvidas durante o ano pela CHT, aproveitando a facilidade que o nosso blogue proporciona.

Tem a vantagem de a dar a conhecer a elementos exteriores e, tratando-se de um post da responsabilidade do autor, permite ser sempre comentado, corrigido e melhorado pelos elementos da CHT.

Não referiremos aqui as atividades de investigação assumidas individualmente ou em grupos de trabalho, nem os trabalhos de elaboração das fichas relativas ao Museu de Elvas, ou do site que vinham do antecedente, mas apenas as que tiveram maior repercussão dentro e fora da Comissão.

Nestas condições destacamos as seguintes realizações:

• O trabalho sobre as Transmissões na Guerra Colonial, que foi o primeiro texto da CHT publicado na Revista Militar. Resultou de uma iniciativa do general Garcia dos Santos, e que teve a colaboração sobretudo do coronel Aniceto Afonso. O texto foi baseado no livro “As Transmissões Militares da Guerra Peninsular ao 25 de Abril”.
Permito-me destacar a intervenção lapidar de Aniceto Afonso sobre o “esquecimento” dos historiadores sobre a importância das transmissões na guerra colonial.

• O panegírico do general Pereira Pinto, publicado na revista Almenara, (em formato digital) por solicitação do cor Bento Soares, Comandante do Regimento de Transmissões.
Este trabalho da CHT teve a particularidade de ser o mais participado de sempre da Comissão, com contribuições de grande qualidade de um número alargado de oficiais, alguns não pertencentes à CHT.

• O trabalho relativo à evolução das transmissões do Exército, da autoria do coronel José Canavilhas e por ele apresentado numa conferência na Universidade do Algarve.
Tratou-se da primeira conferência realizada por um elemento da CHT numa universidade e encontra-se no Blogue, podendo servir de referência para futuras palestras nesta área, pois como afirmou o general Garcia dos Santos “É importante que as novas gerações vão tomando conhecimento destas questões e, especialmente, do que foi a comparticipação das Forças Armadas na evolução tecnológica do nosso País”. 

• A reunião de Aviz, na qual participaram 13 elementos da CHT. Resultou de um convite do coronel José Canavilhas que nos recebeu na sua casa, nos proporcionou um excelente almoço, uma visita a Aviz e uma jornada de convívio extremamente agradável. Pelo meio teve lugar uma reunião de trabalho da Comissão que se revelaria importante.
A reunião de Aviz teve um efeito fortemente catalizador na dinâmica da Comissão.

• A criação do Blogue foi resultante da proposta de José Canavilhas apresentada na reunião de Aviz que a Comissão aceitou, por reconhecer as vantagens que o Blogue proporcionava, conferindo uma liberdade de expressão aos membros da CHT que o site não permitia.
O blogue surgiu depois de um notável esforço do seu impulsionador, passou por uma fase experimental e foi aprovado pela CHT na reunião de 19 de Dezembro. O número de visitantes, pouco mais de um mês depois do seu lançamento é prometedor mas as contribuições dos elementos da CHT, salvo algumas honrosas excepções, entre as quais é justo destacar a de José Canavilhas, têm pecado por uma total indiferença.
Como toda a gente sabe que um Blogue sem participação morre inevitavelmente, preocupa-me seriamente a sustentabilidade do blogue, embora reconheça que está perfeitamente ao alcance da CHT, dada a indiscutível competência dos seus membros. Quando a resolverem aplicar, participando no Blogue, deixará de haver problemas. Espero que não seja demasiado tarde.

• A  Coleção Visitável do RTm foi objeto de um pedido do coronel Bento Soares à CHT no sentido de a Coleção ser reaberta no dia do Regimento, em setembro do próximo ano. Recorda-se que a Coleção tem estado fechada desde 2008. Foi aprovado pela CHT que apenas seria exposto material das Transmissões Permanentes. N última reunião foi apresentado um novo conceito para a Coleção Visitável e um projecto detalhado do primeiro módulo que serão discutidos na próxima reunião da CHT, já em 2012. Trata-se de uma reorganização de certo vulto e que se pretende represente dignamente o passado e o presente do RTm e seja agradável e compreensível a quem a visitar.

• A internacionalização da CHT verificou-se numa reunião com um investigador e professor universitário espanhol Dr. Gilles Mortinger, a 13 de Dezembro. Já foi objecto de um post no nosso Blogue pelo que me limito aqui a realçar que o motivo da reunião resultou de o Dr. Gilles se estar a preparar para uma conferência, a realizar numa universidade de Paris, sobre telegrafia ótica em Portugal, que talvez tenha a vantagem de contribuir para que o tema venha a despertar interesse a alguma universidade portuguesa.

Deste resumo das principais actividades desenvolvidas em 2011 ressaltam duas preocupações que constituem desafios importantes para a CHT no próximo ano que são a sustentabilidade do Blogue  e a reabertura da Coleção Visitável.

Em qualquer delas penso que a CHT terá que dar o seu melhor, não só porque, se quiser tem condições para o fazer, mas sobretudo porque não faz qualquer sentido:

• Criar um blogue e deixá-lo paulatinamente morrer, por falta de alimentação

• Não cumprir o compromisso de reabrir em setembro próximo a Coleção Visitável em condições que dignifiquem o Regimento de Transmissões

 De qualquer maneira penso que, apesar das dificuldades chegaremos a setembro com uma Coleção Visitável digna de se ver e um Blogue florescente, desde que não nos falte engenho e arte aplicados.

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4 comentários a “Balanço de Actividades da CHT em 2011

  1. Em relação à preocupação manifestada pelo presidente da CHT, que subscrevo, sobre a visibilidade das CV do RTm, EPT e do Núcleo de Tm do Museu de Elvas (a construir) vou apenas referir-me à CV do RTm.

    Com efeito a CV do RTm constitui a missão prioritária da CHT que, em setembro do corrente ano, o comando do RTm pretende abrir ao público.

    Na CV em organização pretende-se apresentar a evolução das Transmissões Permanentes do Exército, de que o RTm é o herdeiro histórico, bem como o RTm com as suas três décadas de existência.

    Trata-se de uma tarefa difícil, com as restrições financeiras inerentes à actual crise, mas na construção da qual a CHT e o RTm estão a dar o seu melhor no sentido de que a CV:

    • Tenha interesse e ilucide os visitantes sobre a evolução das telecomunicações permanentes no Exército Português nos últimos 200 anos.
    • Tenha dignidade compatível com a riqueza do património cultural legado ao actual Tm;
    • A CV constitua, pela sua qualidade, uma mais valia de referência do R Tm
    • Constitua para a CHT uma valiosa experiência para a realização do Núcleo de Tm de Elvas, naturalmente com um âmbito mais alargado que a CV do RTm.

    Julgo que se quer a CHT quer o RTm souberem trabalhar em equipe nos próximos meses julgo que em setembro teremos a CV nos moldes que se pretendem.

    É evidente que isto não significa que a CV do RTm, nas condições em que se realiza, possa esperar vir a ter uma grande visibilidade, o que talvez só possa acontecer em tempos de vacas gordas.

  2. A propósito destes dois textos do Pena Madeira e do Pedroso de Lima não posso deixar de expressar aqui uma preocupação que desde sempre me tem acompanhado ao longo da minha vida como militar da Arma de Transmissões: é sempre muito rara (senão mesmo inexistente) qualquer referência às transmissões em descrições de actividades operacionais bem sucedidas. Se, pelo contrário, qualquer operação militar correu mal ou menos bem, é frequentíssimo assistirmos e ouvirmos serem culpabilizadas as transmissões pelo insucesso dessa operação. Isto para concluir que o papel das transmissões é secundarizado relativamente aos das armas ditas combatentes. E, este aspecto, na minha opinião, pode levar à minimização da nossa participação no Museu de Elvas, por um lado, e à pouca visibilidade pública das colecções visitáveis no RTm e na EPTm as quais, estando no interior de unidades militares, têm uma acessibilidade pública muitíssimo restrita. Haverá pois que analizar estes dois aspectos e pensar de que modo poderão ser combatidos.

  3. È com muito prazer que assinalo a presença do Pena Madeira neste Blogue.
    Sobre o problema do anteprojeto do Núcleo de Transmissões de Elvas só pretendo acrescentar os seus antecedentes..
    Tudo começou em 2009, depois de terminada a excelente exposição na FPC, quando a CHT apresentou uma proposta ao EME para reconstruir a Coleção Visitável do RTm, nos mesmos moldes que a exposição da CHT. O despacho do CEME, ao memo tempo que aprovava a proposta e determinou a constituição do núcleo de Transmissões de Elvas.
    É no seguimento doeste despacho que surgiu o Anteprojecto bem como as diligências no sentido de reorganizar a CV que se julga poder constituir uma importante experiência para o Núvleo de Elvas.

  4. No ano passado, no âmbito da CHT, foi elaborado um documento a que se chamou “Ante-projecto da instalação do núcleo museológico das Transmissões no Museu Militar de Elvas”. Este documento, apesar de não constar da relação de actividades da CHT, marca o arranque do processo que há-de conduzir à existência efectiva daquele núcleo. Foi assinado pelo N/ General Garcia dos Santos e através da DCSI, foi levado a despacho ao CEME que o assinou sancionando aquela instalação.
    Aguarda-se a conclusão das fichas de inventário (FI), para serem enviadas à DHCM, que se comprometeu, com base no Inventário, elaborar o projecto museológico que se espera venha a ser um bom contributo para o rosto público da Arma de Transmissões.

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